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10 dicas para melhorar o seu render

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Render Externo

Para criar um render de qualidade, não importando qual programa ou renderizador que estiver usando, é necessário muito mais entendimento de alguns aspectos gerais do workflow de criação de uma imagem do que o conhecimento profundo ou avançado da ferramenta que está utilizando.

Por isso, listei abaixo 10 dicas ESSENCIAIS que são obrigatórias para que você crie um render de qualidade, não importando o programa que vai utilizar.

1. Faça a sua pesquisa de imagens

Uma das coisas mais chatas é você descobrir depois de fazer várias renderizações, que o design geral da cena, seja interna ou externa não está legal, não funciona. E isso é algo instintivo: no fundo, mesmo que não aceite, você saberá que não está legal.

Então uma das primeiras coisas que você deve fazer é buscar algumas inspirações. Vai modelar uma sala de estar? Cozinha? Quarto, enfim, faça uma busca no Google.

Você poderá usar o www.houzz.com  indo em “photos” e depois “my rooms”. Poderá claro usar também o Pinterest e fazer uma procura parecida como expliquei no houzz.

2. Use componentes e blocos de alta qualidade

Uma das coisas que define a qualidade geral de seu render, além do seu projeto, é o uso de blocos 3ds de qualidade. Para o Sketchup, não existe lugar melhor para procurá-los do que o Google Warehouse.

Você encontrará muitos modelos prontos de fabricantes, peças de design famosas, artistas modeladores já consagrados e muito mais. Claro, se você não achar aquela peça específica, use uma referencia fotográfica e modele-a mesmo assim.

3-. Tenha noção e domínio das escalas dos objetos

Quando você for importar um bloco para o seu projeto, tome muito cuidado com a sua escala. Objetos em escalas erradas com certeza vai tornar o seu render final artificial, não realístico.

Por isso, caso importe um 3D e ele não venha na escala, ou você não tem a certeza da escala que ele se encontra, faça uma busca no Google do objeto e procure achar as medidas oficiais dele. Caso não encontre, procure um objeto similar que pode ser usado como referência de escala para este objeto.

Após ter a certeza da medida correta do objeto, use as ferramentas de medições do programa 3D que está usando e acerte a sua escala.

4. Use materiais de qualidade

Imagem do nosso aluno Leonardo Fonseca

Na maioria das vezes, o que difere um render “mais ou menos” de um render de cair o queixo, é o uso correto das texturas e materiais.

Existe uma diferença enorme em usar texturas OK que você tem versus uma com grande qualidade. Uma das diferenças é a resolução da imagem. Quanto maior for a resolução da textura, melhor o seu render ficará, no caso da sua imagem renderizada for focada mais próxima de algum objeto. Ou seja, imagens que você precisará fazer um close-up com certeza vai ficar incrível!

Outra diferença é que materiais prontos “premium” vem com várias outras texturas além da principal que ajudará de uma maneira soberba o realismo deste material.

E onde você pode achar estes materiais de qualidade?

Bem, existem alguns sites na web como o polligon.com .Ele possui uma gama de materiais imensos, mas é claro, como são Premiuns, são pagos. Porém existe uma parte de materiais grátis muito bom também.

Caso queira criar o seu material ou substituir as texturas de um material já pronto e setado, poderá achar texturas com uma boa resolução no Google em sites como textures.com.

5. Evite criar sua cena com um ângulo muito aberto

É muito comum as pessoas usarem logo de cara este tipo de câmera… muitas vezes por que o cliente quer mostrar de uma vez só o ambiente modelado.

Porém, um angulo muito aberto mostrará várias informações da sua cena e a pessoa que estará observando não saberá onde exatamente é o foco da atenção daquele render: tudo estará brigando pela atenção e com isso poderá perder ângulos preciosos e ricos desta mesma cena.

Procure, ao invés de criar aquele grande render retangular em landscape, buscar fracionar o seu render em proporções do tipo 4 por 5, focando uma das partes interessantes da sua cena.

Muito cuidado com o valor de field of view: procure usar em torno de 30 a 40. Valores maiores do que 60 já deixarão a sua cena “distante” e esticada.

6. Use a setagem da sua câmera

Imagem do nosso aluno Leonardo Fonseca

Uma das primeiras coisas que o usuário iniciante faz quando começa a iluminar uma cena é: inserir várias luzes artificiais… porém o ajuste básico da câmera já resolve isso.

O exposure value, ou o valor de exposição, modo que é encontrado nas opções de câmera da maioria dos renderizadores, já soluciona este problema na hora, sem a necessidade de compensar a luz natural, com luzes artificiais.

A sensibilidade do ISO ( antigo ASA, que era a quantidade de sais de prata reagentes a luz que vinham nos filmes de rolo antigos ) também é uma opção válida para o ajuste de luz na cena, assim como o shutter speed, que controla a velocidade da abertura do diafragma da câmera, deixando entrar mais ou menos luz na hora da “foto” do render.

O F Number determina o tamanho da abertura da lente da câmera. Quanto maior a abertura, mais luz entrará na hora de tirar a sua foto, ou seja do seu render.

7. Use os Render Elements

Imagem do curso de pós produção V-Ray – Photoshop

O V- Ray nos dá à opção de salvar a imagem renderizada também em canais separados como o GI da cena, o reflexo da cena, refração, difuse color, etc.

Temos muitos passes e cada resultante destes passes podemos ajustar no Photoshop através dos “blending options” com grande precisão, exposição, contrastes, curvas, levels e muito mais opções, tornando assim a sua imagem fotorrealista de fato.

Com o uso dos render elements podemos trabalhar com cada elemento da cena 3D separadamente e adicionar ou remover reflexos, refrações, melhorar a luz e mudar cor a cor dos objetos da cena sem a necessidade de renderizar a sua cena de novo.

Com isso você terá um controle muito mais afinado na sua cena em comparação ao renders normais e poderá gerar mudanças finais mais rapidamente.

8. Use frame buffer para edições rápidas

Neste caso, falando sobre V-Ray, o frame buffer é como se fosse um “mini Photoshop” integrado. Algumas pessoas não possuem habilidades ou não tem tempo para trabalhar uma pós produção no Photoshop. Neste caso, podemos usar as próprias ferramentas do V-Ray para estes ajustes básicos.

Você poderá afinar a exposição de luz da cena, o contraste, o balanço de branco, saturação e outros atributos sem a necessidade de renderizar novamente a cena.

9. Usando deph of field

Apesar de não ser obrigatório este efeito, hoje ele já é bem comum na maioria dos renderizadores. Este efeito serve para focar um ponto ou objeto de uma cena, desfocando o restante dela.

Ela pode ser útil em cenas onde algum objeto da cena, ou um ambiente. Caso o seu render possua mais ambientes em uma única cena, necessita de um destaque especial.

10-. Crie estilos com o NIK collection no Photoshop

Imagem do professor Anderson Silva e o uso do Collor Effects Pro no Photoshop

O Nik Collection é um conjunto de filtros da Google, gratuito, que pode ser instalado no seu Photoshop. Dentre eles, o que vamos mais usar é o Collor Effects Pro.

De uma maneira muito fácil você poderá aplicar filtros de efeitos diversos em seu render final, não importando também de que programa ele veio. Vale muito, muito a pena mesmo, testar alguns filtros que o programa trás e ver os resultados aplicados em seu render.

Gostou das dicas?

Aproveito e convido para conhecer o nosso curso de maquete eletrônica, onde aprenderá do zero a trabalhar tanto com o Sketchup quanto com o V-Ray.

 

 

Fonte: Architecture inspirations