{"id":134366,"date":"2024-11-07T09:01:14","date_gmt":"2024-11-07T12:01:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/normas-acessibilidade-projeto-arquitetonico\/"},"modified":"2026-10-16T22:26:21","modified_gmt":"2026-10-17T01:26:21","slug":"normas-acessibilidade-projeto-arquitetonico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/normas-acessibilidade-projeto-arquitetonico\/","title":{"rendered":"Normas de Acessibilidade: Como Aplicar no Projeto Arquitet\u00f4nico"},"content":{"rendered":"<p>Aplicar as normas de acessibilidade em um projeto arquitet\u00f4nico significa verificar muito mais do que a presen\u00e7a de rampas e portas largas. \u00c9 necess\u00e1rio garantir que as pessoas consigam chegar, entrar, circular, compreender a sinaliza\u00e7\u00e3o e utilizar os ambientes com seguran\u00e7a e autonomia.<\/p>\n<p>No Brasil, a ABNT NBR 9050 \u00e9 uma das principais refer\u00eancias t\u00e9cnicas para essa an\u00e1lise, em conjunto com a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel, as exig\u00eancias locais e outras normas espec\u00edficas. O segredo \u00e9 considerar a acessibilidade desde o estudo preliminar, e n\u00e3o apenas na revis\u00e3o final das plantas. Neste artigo, voc\u00ea vai conhecer uma sequ\u00eancia pr\u00e1tica de verifica\u00e7\u00e3o, os erros que merecem aten\u00e7\u00e3o e como organizar a documenta\u00e7\u00e3o do projeto.<\/p>\n<h2>1. Quais normas de acessibilidade devem ser consideradas?<\/h2>\n<figure id=\"attachment_162726\" aria-describedby=\"caption-attachment-162726\" style=\"width: 1448px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-162726\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/normas-acessibilidade-nbr-9050-projeto-arquitetonico.webp\" alt=\"Prancha de projeto arquitet\u00f4nico com marca\u00e7\u00f5es de rota acess\u00edvel, r\u00e9gua de escala e materiais de trabalho.\" width=\"1448\" height=\"1086\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-162726\" class=\"wp-caption-text\">A an\u00e1lise das normas de acessibilidade deve come\u00e7ar ainda na elabora\u00e7\u00e3o do projeto arquitet\u00f4nico.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O primeiro passo \u00e9 identificar o uso da edifica\u00e7\u00e3o, seu enquadramento legal e quais requisitos t\u00e9cnicos se aplicam. Uma resid\u00eancia unifamiliar, um edif\u00edcio p\u00fablico e um estabelecimento comercial n\u00e3o possuem necessariamente as mesmas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Refer\u00eancia<\/th>\n<th>O que verificar<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>ABNT NBR 9050<\/td>\n<td>Par\u00e2metros de acessibilidade para edifica\u00e7\u00f5es, mobili\u00e1rio, espa\u00e7os e equipamentos urbanos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Lei n\u00ba 13.146\/2015<\/td>\n<td>Direitos das pessoas com defici\u00eancia e obriga\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 acessibilidade.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Lei n\u00ba 10.098\/2000<\/td>\n<td>Normas gerais e crit\u00e9rios b\u00e1sicos de promo\u00e7\u00e3o da acessibilidade.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Decreto n\u00ba 5.296\/2004<\/td>\n<td>Regulamenta\u00e7\u00e3o de disposi\u00e7\u00f5es legais sobre acessibilidade, considerando altera\u00e7\u00f5es posteriores.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Legisla\u00e7\u00e3o municipal e estadual<\/td>\n<td>Exig\u00eancias espec\u00edficas de aprova\u00e7\u00e3o, uso, circula\u00e7\u00e3o, cal\u00e7adas e edifica\u00e7\u00f5es.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Normas complementares aplic\u00e1veis<\/td>\n<td>Sinaliza\u00e7\u00e3o t\u00e1til, equipamentos, sistemas de transporte vertical e outros componentes do projeto.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Para estudar o conte\u00fado e os par\u00e2metros da norma em maior profundidade, consulte nosso <a href=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/nbr-9050-norma-abnt\/\">guia sobre a ABNT NBR 9050<\/a>.<strong>Aten\u00e7\u00e3o:<\/strong> confirme a edi\u00e7\u00e3o vigente e as eventuais emendas ou corre\u00e7\u00f5es das normas diretamente na ABNT antes de utilizar par\u00e2metros t\u00e9cnicos na documenta\u00e7\u00e3o executiva.<\/p>\n<h2>2. Comece pela rota acess\u00edvel, n\u00e3o pela rampa<\/h2>\n<figure id=\"attachment_162723\" aria-describedby=\"caption-attachment-162723\" style=\"width: 1484px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-162723\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/rota-acessivel-planta-arquitetonica.webp\" alt=\"Planta arquitet\u00f4nica esquem\u00e1tica com rota acess\u00edvel destacada entre entrada, recep\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e sanit\u00e1rio.\" width=\"1484\" height=\"1060\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-162723\" class=\"wp-caption-text\">A rota acess\u00edvel precisa conectar os ambientes de forma cont\u00ednua, considerando portas, circula\u00e7\u00e3o e \u00e1reas de manobra.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Imagine uma loja com uma rampa na entrada, mas com um corredor estreito entre as prateleiras e um balc\u00e3o que n\u00e3o permite aproxima\u00e7\u00e3o adequada. A exist\u00eancia da rampa n\u00e3o torna automaticamente o estabelecimento acess\u00edvel.A rota acess\u00edvel deve conectar os espa\u00e7os e servi\u00e7os que precisam ser utilizados, mantendo continuidade, condi\u00e7\u00f5es adequadas de circula\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de barreiras incompat\u00edveis com os requisitos aplic\u00e1veis.<\/p>\n<h3>O que conferir na planta?<\/h3>\n<ul>\n<li>Liga\u00e7\u00e3o entre cal\u00e7ada, acesso e ambientes de uso.<\/li>\n<li>Desn\u00edveis e respectivas solu\u00e7\u00f5es de transposi\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Larguras livres de circula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>\u00c1reas necess\u00e1rias para aproxima\u00e7\u00e3o, transfer\u00eancia e manobra.<\/li>\n<li>Portas, obst\u00e1culos, mobili\u00e1rio e equipamentos.<\/li>\n<li>Continuidade da rota at\u00e9 sanit\u00e1rios e demais servi\u00e7os exigidos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Uma forma pr\u00e1tica de come\u00e7ar \u00e9 destacar a rota acess\u00edvel em uma c\u00f3pia da planta. Depois, percorrer graficamente todo o trajeto e verificar cada ponto em que o usu\u00e1rio precisa mudar de dire\u00e7\u00e3o, abrir uma porta, alcan\u00e7ar um equipamento ou vencer um desn\u00edvel.<\/p>\n<h2>3. Portas e corredores: o v\u00e3o existe, mas a passagem funciona?<\/h2>\n<figure id=\"attachment_162730\" aria-describedby=\"caption-attachment-162730\" style=\"width: 1536px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-162730\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/acessibilidade-portas-corredores-circulacao-cadeira-rodas.webp\" alt=\"Compara\u00e7\u00e3o ilustrativa de porta e corredor acess\u00edveis, mostrando passagem de cadeira de rodas, abertura da porta e espa\u00e7o de manobra.\" width=\"1536\" height=\"1024\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-162730\" class=\"wp-caption-text\">Imagem editorial comparativa que ilustra a circula\u00e7\u00e3o de uma pessoa em cadeira de rodas por portas e corredores, destacando interfer\u00eancias arquitet\u00f4nicas e \u00e1reas de manobra. Representa\u00e7\u00e3o conceitual, sem comprova\u00e7\u00e3o de conformidade com a ABNT NBR 9050.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma porta aparentemente larga pode perder passagem \u00fatil por causa da folha, das ferragens ou de uma instala\u00e7\u00e3o inadequada. Da mesma forma, um corredor dimensionado corretamente pode se tornar insuficiente ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o de arm\u00e1rios e outros elementos.Na revis\u00e3o do projeto, verifique:<\/p>\n<ul>\n<li>O v\u00e3o livre efetivo das portas, conforme o caso.<\/li>\n<li>O espa\u00e7o necess\u00e1rio para abertura e aproxima\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>As \u00e1reas de manobra nas mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>O posicionamento de ma\u00e7anetas e dispositivos de acionamento.<\/li>\n<li>A interfer\u00eancia de mobili\u00e1rio fixo e elementos salientes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>N\u00e3o basta conferir a largura nominal indicada no desenho. A passagem utiliz\u00e1vel precisa continuar adequada depois da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>4. Rampas: a inclina\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas uma parte do c\u00e1lculo<\/h2>\n<figure id=\"attachment_162738\" aria-describedby=\"caption-attachment-162738\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-162738\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/rampa-acessibilidade-inclinacao-patamares-corte.webp\" alt=\"Infogr\u00e1fico de rampa acess\u00edvel com exemplo de inclina\u00e7\u00e3o de 5%, desn\u00edvel de 30 cm, desenvolvimento horizontal de 6 metros, patamares, corrim\u00e3os e prote\u00e7\u00e3o lateral.\" width=\"1600\" height=\"900\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-162738\" class=\"wp-caption-text\">Uma rampa com desn\u00edvel de 0,30 m e desenvolvimento horizontal de 6,00 m apresenta inclina\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica de 5%. Esse c\u00e1lculo isolado n\u00e3o comprova conformidade com a ABNT NBR 9050.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao projetar uma rampa, \u00e9 comum come\u00e7ar pela diferen\u00e7a de n\u00edvel entre dois pontos. Mas a solu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m depende da extens\u00e3o dos segmentos, patamares, largura, corrim\u00e3os, prote\u00e7\u00e3o lateral e demais requisitos aplic\u00e1veis.A inclina\u00e7\u00e3o longitudinal pode ser calculada pela rela\u00e7\u00e3o:<strong>Inclina\u00e7\u00e3o (%) = desn\u00edvel vertical \u00f7 comprimento horizontal \u00d7 100.<\/strong>Por exemplo, para vencer um desn\u00edvel de 0,30 m em um desenvolvimento horizontal de 6,00 m, a inclina\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica \u00e9 de 5%.Esse resultado \u00e9 apenas um exemplo matem\u00e1tico. Ele n\u00e3o comprova, isoladamente, que a rampa atende \u00e0 NBR 9050. A conformidade depende da avalia\u00e7\u00e3o do conjunto de requisitos normativos e das condi\u00e7\u00f5es reais de projeto.<\/p>\n<h3>O que costuma ser esquecido?<\/h3>\n<ul>\n<li>Espa\u00e7o para patamares nas extremidades e mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Compatibiliza\u00e7\u00e3o dos corrim\u00e3os com paredes e portas.<\/li>\n<li>Escoamento de \u00e1gua e condi\u00e7\u00f5es da superf\u00edcie.<\/li>\n<li>Transi\u00e7\u00f5es entre pisos e desn\u00edveis residuais.<\/li>\n<li>Interfer\u00eancias estruturais que reduzem o espa\u00e7o dispon\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quando a rampa n\u00e3o puder ser resolvida adequadamente, o profissional deve estudar outras solu\u00e7\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o vertical compat\u00edveis com o uso e as exig\u00eancias aplic\u00e1veis.<\/p>\n<h2>5. Sanit\u00e1rios acess\u00edveis: o erro de desenhar apenas as pe\u00e7as<\/h2>\n<figure id=\"attachment_162724\" aria-describedby=\"caption-attachment-162724\" style=\"width: 1448px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-162724\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/sanitario-acessivel-areas-de-circulacao-transferencia.webp\" alt=\"\" width=\"1448\" height=\"1086\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-162724\" class=\"wp-caption-text\">Um sanit\u00e1rio acess\u00edvel precisa considerar os espa\u00e7os de circula\u00e7\u00e3o, aproxima\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia, al\u00e9m da posi\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em um sanit\u00e1rio acess\u00edvel, n\u00e3o basta posicionar uma bacia, um lavat\u00f3rio e barras de apoio. \u00c9 necess\u00e1rio verificar se o espa\u00e7o permite entrar, fechar a porta, realizar manobras, aproximar-se das pe\u00e7as e efetuar transfer\u00eancias conforme os requisitos t\u00e9cnicos.A an\u00e1lise deve considerar:<\/p>\n<ul>\n<li>Posi\u00e7\u00e3o e sentido de abertura da porta.<\/li>\n<li>\u00c1reas de manobra e transfer\u00eancia exigidas.<\/li>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o das barras de apoio.<\/li>\n<li>Altura e caracter\u00edsticas dos aparelhos sanit\u00e1rios.<\/li>\n<li>Espa\u00e7o de aproxima\u00e7\u00e3o ao lavat\u00f3rio.<\/li>\n<li>Acess\u00f3rios, comandos e dispositivos de emerg\u00eancia, quando exigidos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Uma planta pode parecer organizada e, ainda assim, apresentar sobreposi\u00e7\u00e3o inadequada entre equipamentos e \u00e1reas funcionais.Por isso, as \u00e1reas de utiliza\u00e7\u00e3o devem ser representadas graficamente, n\u00e3o apenas presumidas a partir das dimens\u00f5es totais do ambiente.<\/p>\n<h2>6. Sinaliza\u00e7\u00e3o: como o usu\u00e1rio encontra o caminho?<\/h2>\n<p>A acessibilidade tamb\u00e9m envolve orienta\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. Uma pessoa pode conseguir entrar em um edif\u00edcio e ainda encontrar dificuldades para localizar um elevador, identificar um sanit\u00e1rio ou compreender uma mudan\u00e7a de percurso. Conforme o contexto, a solu\u00e7\u00e3o pode exigir recursos visuais, t\u00e1teis e sonoros, al\u00e9m de contraste adequado e posicionamento coerente.<\/p>\n<p>\u00c9 importante estudar a sinaliza\u00e7\u00e3o como sistema integrado. Instalar piso t\u00e1til indiscriminadamente ou adicionar placas sem considerar o percurso n\u00e3o garante orienta\u00e7\u00e3o acess\u00edvel. Na especifica\u00e7\u00e3o, considere a ABNT NBR 9050 e as normas complementares aplic\u00e1veis, incluindo as refer\u00eancias pertinentes de sinaliza\u00e7\u00e3o t\u00e1til no piso.<\/p>\n<h2>7. Cal\u00e7adas e acessos externos fazem parte do projeto<\/h2>\n<p>A acessibilidade n\u00e3o come\u00e7a necessariamente na porta principal. Dependendo do empreendimento e de suas responsabilidades legais, o projeto precisa considerar o acesso a partir do passeio p\u00fablico, estacionamento, \u00e1reas externas e conex\u00f5es entre edifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Verifique a continuidade da circula\u00e7\u00e3o, interfer\u00eancias de postes, vegeta\u00e7\u00e3o, mobili\u00e1rio urbano, inclina\u00e7\u00f5es, superf\u00edcies e pontos de travessia.As exig\u00eancias para cal\u00e7adas podem envolver regras municipais espec\u00edficas. Portanto, n\u00e3o utilize uma \u00fanica medida gen\u00e9rica como solu\u00e7\u00e3o universal para todos os munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n<h2>8. Como verificar a acessibilidade em cada fase do projeto?<\/h2>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Etapa<\/th>\n<th>Verifica\u00e7\u00e3o principal<\/th>\n<th>Registro recomendado<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Levantamento<\/td>\n<td>Uso, terreno, desn\u00edveis, legisla\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es existentes.<\/td>\n<td>Relat\u00f3rio e levantamento dimensional.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Estudo preliminar<\/td>\n<td>Continuidade das rotas e viabilidade das solu\u00e7\u00f5es.<\/td>\n<td>Planta com rotas destacadas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Anteprojeto<\/td>\n<td>Portas, circula\u00e7\u00e3o, rampas, sanit\u00e1rios e acessos.<\/td>\n<td>Plantas e cortes de verifica\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Projeto executivo<\/td>\n<td>Dimens\u00f5es finais, detalhes, materiais e equipamentos.<\/td>\n<td>Detalhamentos e especifica\u00e7\u00f5es.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Compatibiliza\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Interfer\u00eancias estruturais e instala\u00e7\u00f5es.<\/td>\n<td>Registro de conflitos e corre\u00e7\u00f5es.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Obra e entrega<\/td>\n<td>Confer\u00eancia do executado e funcionamento das solu\u00e7\u00f5es.<\/td>\n<td>Inspe\u00e7\u00f5es e registros t\u00e9cnicos.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Essa sequ\u00eancia ajuda a identificar problemas quando ainda podem ser corrigidos com menor impacto sobre o projeto.<\/p>\n<h2>9. Cinco erros que podem comprometer a acessibilidade<\/h2>\n<ol>\n<li><strong>Resolver a acessibilidade somente no final:<\/strong> as solu\u00e7\u00f5es passam a competir com decis\u00f5es arquitet\u00f4nicas j\u00e1 consolidadas.<\/li>\n<li><strong>Conferir apenas medidas isoladas:<\/strong> dimens\u00f5es corretas n\u00e3o compensam uma rota interrompida.<\/li>\n<li><strong>Ignorar o mobili\u00e1rio:<\/strong> arm\u00e1rios, balc\u00f5es e equipamentos podem inviabilizar \u00e1reas de circula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Copiar detalhes sem verificar o contexto:<\/strong> uma solu\u00e7\u00e3o adequada para determinado uso pode n\u00e3o atender a outro.<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o conferir a execu\u00e7\u00e3o:<\/strong> altera\u00e7\u00f5es de obra podem comprometer as condi\u00e7\u00f5es previstas em projeto.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>10. Checklist de acessibilidade antes de finalizar as pranchas<\/h2>\n<p>Use esta lista como roteiro inicial de revis\u00e3o, n\u00e3o como substituto da confer\u00eancia normativa:<\/p>\n<ul>\n<li>\u2610 Identificar a legisla\u00e7\u00e3o e as normas aplic\u00e1veis.<\/li>\n<li>\u2610 Conferir a edi\u00e7\u00e3o vigente de cada refer\u00eancia t\u00e9cnica.<\/li>\n<li>\u2610 Destacar e verificar as rotas acess\u00edveis.<\/li>\n<li>\u2610 Revisar acessos, desn\u00edveis e circula\u00e7\u00e3o vertical.<\/li>\n<li>\u2610 Conferir portas, corredores e \u00e1reas de manobra.<\/li>\n<li>\u2610 Verificar sanit\u00e1rios e espa\u00e7os de utiliza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>\u2610 Revisar mobili\u00e1rio e equipamentos.<\/li>\n<li>\u2610 Compatibilizar sinaliza\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>\u2610 Verificar cal\u00e7adas e \u00e1reas externas pertinentes.<\/li>\n<li>\u2610 Registrar detalhes e especifica\u00e7\u00f5es no projeto executivo.<\/li>\n<li>\u2610 Planejar a confer\u00eancia das solu\u00e7\u00f5es executadas.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Conclus\u00e3o: acessibilidade precisa funcionar como um sistema<\/h2>\n<p>Aplicar as normas de acessibilidade n\u00e3o significa acrescentar solu\u00e7\u00f5es pontuais a uma planta pronta. Significa integrar circula\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o, mobili\u00e1rio, equipamentos e espa\u00e7os de utiliza\u00e7\u00e3o desde as primeiras decis\u00f5es arquitet\u00f4nicas.O melhor caminho \u00e9 organizar a confer\u00eancia por etapas, consultar as refer\u00eancias t\u00e9cnicas aplic\u00e1veis e verificar se cada solu\u00e7\u00e3o funciona em conjunto com as demais.<\/p>\n<p>Para compreender o papel mais amplo desse trabalho, leia tamb\u00e9m nosso artigo sobre <a href=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/projeto-de-acessibilidade\/\">projeto de acessibilidade e sua import\u00e2ncia<\/a>. Os dois conte\u00fados se complementam: um apresenta o conceito e os objetivos; este concentra a aten\u00e7\u00e3o na aplica\u00e7\u00e3o dos requisitos durante o desenvolvimento do projeto.<\/p>\n<p><strong>Nota t\u00e9cnica:<\/strong> este artigo \u00e9 informativo e n\u00e3o substitui a consulta integral \u00e0s normas vigentes, \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o local nem a an\u00e1lise de profissional legalmente habilitado.<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias para consulta<\/h2>\n<ul>\n<li>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas \u2014 ABNT NBR 9050 e demais normas pertinentes.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13146.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei n\u00ba 13.146\/2015 \u2014 Lei Brasileira de Inclus\u00e3o.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l10098.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei n\u00ba 10.098\/2000.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2004\/decreto\/d5296.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Decreto n\u00ba 5.296\/2004.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba quais s\u00e3o as normas de acessibilidade que precisam ser consideradas em um projeto arquitet\u00f4nico.<\/p>\n","protected":false},"author":102,"featured_media":162720,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,35354,15],"tags":[35918,35827,18483,33366,2000],"class_list":["post-134366","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-carreira-de-arquitetura","category-desenvolvimento-de-projetos-de-arquitetura","category-projetos-de-arquitetura-como-fazer","tag-acessibilidade-arquitetonica","tag-desenho-universal","tag-nbr-9050","tag-normas-de-acessibilidade","tag-projeto-arquitetonico"],"_wp_attached_file":null,"_wp_attachment_metadata":null,"_wp_attachment_context":null,"_wp_attachment_is_custom_header":null,"geo_longitude":null,"geo_public":null,"geo_latitude":null,"_publicize_done_external":null,"_wpas_done_3897181":null,"publicize_twitter_user":null,"_wpas_done_3897175":null,"_wpas_skip_3897181":null,"_wpas_skip_3897175":null,"_wpas_skip_3924723":null,"_wpas_mess":null,"_wpas_done_3924723":null,"wps_subtitle":"Da circula\u00e7\u00e3o \u00e0s rampas e aos sanit\u00e1rios: entenda como transformar exig\u00eancias de acessibilidade em decis\u00f5es de projeto, evitando erros que podem comprometer a obra.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/102"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134366"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134366\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":162790,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134366\/revisions\/162790"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}