{"id":10650,"date":"2022-07-09T09:00:31","date_gmt":"2022-07-09T12:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/aarquiteta.com.br\/?p=10650"},"modified":"2026-10-16T22:38:21","modified_gmt":"2026-10-17T01:38:21","slug":"lina-bo-bardi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/lina-bo-bardi\/","title":{"rendered":"Lina Bo Bardi: biografia, obras e legado na arquitetura"},"content":{"rendered":"<article class=\"aa-lina-bo-bardi\" lang=\"pt-BR\"><!-- ABERTURA --><strong>O MASP parece flutuar sobre a Avenida Paulista. O Sesc Pompeia transformou uma antiga f\u00e1brica em um espa\u00e7o de conviv\u00eancia. E a Casa de Vidro colocou a arquitetura moderna em di\u00e1logo com a vegeta\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por tr\u00e1s dessas tr\u00eas obras existe uma mesma arquiteta: Lina Bo Bardi.Italiana de nascimento e brasileira por escolha, Lina ajudou a transformar a arquitetura do pa\u00eds ao aproximar concreto, vidro, cultura popular e vida cotidiana. Conhecer sua trajet\u00f3ria \u00e9 entender por que alguns edif\u00edcios continuam relevantes muito depois de sua inaugura\u00e7\u00e3o.<!-- QUADRO BEGE --><\/p>\n<div style=\"background: #f5f2eb; padding: 19px 21px; border-radius: 12px; margin: 26px 0; box-sizing: border-box;\">\n<p style=\"margin: 0 0 10px;\"><strong>O que voc\u00ea vai ver neste artigo<\/strong><\/p>\n<ul style=\"margin: 0; padding-left: 22px;\">\n<li>Quem foi Lina Bo Bardi e como come\u00e7ou sua carreira.<\/li>\n<li>A hist\u00f3ria do MASP, da Casa de Vidro e do Sesc Pompeia.<\/li>\n<li>Outras obras importantes e suas contribui\u00e7\u00f5es para o design.<\/li>\n<li>Por que sua arquitetura continua influente.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><!-- H2 01 --><\/p>\n<h2>Quem foi Lina Bo Bardi?<\/h2>\n<figure id=\"attachment_163038\" aria-describedby=\"caption-attachment-163038\" style=\"width: 1206px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163038\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-retrato-historico.webp\" alt=\"Retrato hist\u00f3rico em preto e branco da arquiteta Lina Bo Bardi.\" width=\"1206\" height=\"1600\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163038\" class=\"wp-caption-text\">Lina Bo Bardi (1914\u20131992), arquiteta \u00edtalo-brasileira respons\u00e1vel por projetos como o MASP, a Casa de Vidro e o Sesc Pompeia. Fotografia de autoria n\u00e3o identificada. Fonte: Wikimedia Commons.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Lina Bo Bardi (1914\u20131992) foi uma arquiteta, designer, editora e cen\u00f3grafa nascida na It\u00e1lia e naturalizada brasileira.<\/strong> Tornou-se uma das principais refer\u00eancias da arquitetura moderna no Brasil, especialmente por seus projetos culturais, pela valoriza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos e pelo di\u00e1logo com a cultura popular.<\/p>\n<p>Seu nome de nascimento era Achillina di Enrico Bo. Ela nasceu em 5 de dezembro de 1914, em Roma, e estudou arquitetura na Universidade de Roma, formando-se em 1939.<\/p>\n<p>Depois da gradua\u00e7\u00e3o, mudou-se para Mil\u00e3o, onde trabalhou com arquitetura, publica\u00e7\u00f5es especializadas e atividades editoriais. Nesse per\u00edodo, aproximou-se de debates sobre design, reconstru\u00e7\u00e3o e o papel social da arquitetura no contexto da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Em 1946, casou-se com Pietro Maria Bardi, cr\u00edtico de arte e intelectual italiano. O casal estabeleceu-se no Brasil no p\u00f3s-guerra, e Lina passou a desenvolver uma trajet\u00f3ria profundamente ligada \u00e0 cultura brasileira.<\/p>\n<p>Naturalizada brasileira em 1951, ela atuou em arquitetura, museografia, mobili\u00e1rio, teatro, exposi\u00e7\u00f5es e projetos de recupera\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio constru\u00eddo.<\/p>\n<p>Para conhecer os documentos biogr\u00e1ficos e registros de sua atua\u00e7\u00e3o, consulte a <a href=\"https:\/\/institutobardi.org.br\/os-fundadores\/lina-bo-bardi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">biografia oficial de Lina Bo Bardi no Instituto Bardi<\/a>.<\/p>\n<p><!-- H2 02 --><\/p>\n<h2>Como Lina Bo Bardi desenvolveu sua carreira no Brasil?<\/h2>\n<p>A chegada ao Brasil abriu um novo cap\u00edtulo na trajet\u00f3ria de Lina. O contato com artistas, intelectuais, designers e manifesta\u00e7\u00f5es culturais brasileiras influenciou diretamente sua maneira de compreender os espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, aproximou-se das atividades do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo, fundado em 1947, cuja dire\u00e7\u00e3o foi assumida por Pietro Maria Bardi.<\/p>\n<p>Lina participou de projetos de arquitetura e museografia ligados \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, contribuindo para novas maneiras de organizar espa\u00e7os expositivos e apresentar obras de arte.<\/p>\n<p>Em 1950, participou da cria\u00e7\u00e3o da revista Habitat, publica\u00e7\u00e3o dedicada a arquitetura, artes e cultura.<\/p>\n<p>Ao longo das d\u00e9cadas seguintes, ampliou sua atua\u00e7\u00e3o para a Bahia e para projetos culturais de grande import\u00e2ncia, como o Solar do Unh\u00e3o, o Sesc Pompeia e o Teatro Oficina.<\/p>\n<p>Essa trajet\u00f3ria n\u00e3o pode ser resumida a um \u00fanico estilo formal. Lina transitou entre o pensamento moderno, materiais industriais, t\u00e9cnicas tradicionais e manifesta\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n<p><strong>Seu trabalho procurava aproximar a arquitetura da experi\u00eancia das pessoas, em vez de tratar os edif\u00edcios apenas como objetos para contempla\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><!-- H2 03 --><\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o as principais obras de Lina Bo Bardi?<\/h2>\n<p>Entre as obras mais conhecidas est\u00e3o o Museu de Arte de S\u00e3o Paulo, a Casa de Vidro, o Sesc Pompeia, o Solar do Unh\u00e3o e o Teatro Oficina.<\/p>\n<p>Cada projeto revela uma parte de seu pensamento. Alguns exploram a rela\u00e7\u00e3o entre estrutura e paisagem; outros demonstram como edif\u00edcios antigos podem receber novas fun\u00e7\u00f5es sem perder sua mem\u00f3ria.<\/p>\n<h3>MASP: um museu suspenso e uma pra\u00e7a aberta \u00e0 cidade<\/h3>\n<figure id=\"attachment_163027\" aria-describedby=\"caption-attachment-163027\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163027\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-masp-arquitetura-brasileira-capa.webp\" alt=\"Museu de Arte de S\u00e3o Paulo, projetado por Lina Bo Bardi, com estrutura de concreto aparente e v\u00e3o livre sobre a Avenida Paulista.\" width=\"1600\" height=\"900\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163027\" class=\"wp-caption-text\">MASP, projeto de Lina Bo Bardi, inaugurado em 1968. Fotografia: Fernando Stankuns \/ Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Museu de Arte de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand, na Avenida Paulista, \u00e9 provavelmente o projeto mais reconhecido de Lina Bo Bardi.<\/p>\n<p>Inaugurada em 7 de novembro de 1968, a sede do museu tornou-se um marco da arquitetura moderna brasileira por sua estrutura suspensa, seus grandes panos de vidro e seu amplo v\u00e3o livre.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o inferior do edif\u00edcio funciona como uma extens\u00e3o da cidade. Em vez de ocupar totalmente o terreno, o projeto mant\u00e9m uma \u00e1rea aberta que permite encontros, circula\u00e7\u00e3o e diferentes atividades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>O v\u00e3o de aproximadamente 74 metros constitui uma das caracter\u00edsticas estruturais mais marcantes do conjunto. O volume principal \u00e9 sustentado por uma estrutura de concreto, com vigas e pilares que se tornaram parte da identidade visual do museu.<\/p>\n<p>Essa decis\u00e3o arquitet\u00f4nica est\u00e1 relacionada tanto \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do local quanto \u00e0 inten\u00e7\u00e3o de criar um espa\u00e7o p\u00fablico generoso.<\/p>\n<p>O resultado demonstra como uma solu\u00e7\u00e3o estrutural pode participar da vida urbana, e n\u00e3o apenas resolver quest\u00f5es de engenharia.<\/p>\n<p>Para conhecer a hist\u00f3ria do edif\u00edcio em mais detalhes, leia tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/MASP-curiosidades-sobre-o-museu\/\">10 curiosidades sobre o MASP<\/a>.<\/p>\n<h3>Os cavaletes de cristal mudaram a forma de observar as obras<\/h3>\n<figure id=\"attachment_163028\" aria-describedby=\"caption-attachment-163028\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163028\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-cavaletes-cristal-masp.webp\" alt=\"Cavaletes de cristal projetados por Lina Bo Bardi no MASP, com pinturas suspensas em placas de vidro apoiadas sobre bases de concreto.\" width=\"1600\" height=\"973\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163028\" class=\"wp-caption-text\">Cavaletes de cristal do MASP, sistema expositivo concebido por Lina Bo Bardi e retomado em 2015. Fotografia: Dornicke \/ Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lina tamb\u00e9m desenvolveu uma proposta marcante para a exposi\u00e7\u00e3o das pinturas no MASP: os chamados cavaletes de cristal.<\/p>\n<p>Em vez de colocar todas as obras diretamente nas paredes, o sistema utiliza placas de vidro apoiadas em bases de concreto.<\/p>\n<p>As pinturas parecem suspensas no espa\u00e7o, permitindo que o visitante circule por diferentes percursos e observe as obras sem depender de uma sequ\u00eancia r\u00edgida de salas.<\/p>\n<p>O sistema foi utilizado na inaugura\u00e7\u00e3o da sede em 1968, retirado em 1996 e recuperado em 2015, com adapta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>Mais do que um suporte expositivo, os cavaletes representam uma concep\u00e7\u00e3o de museu aberto, no qual o p\u00fablico pode construir suas pr\u00f3prias rela\u00e7\u00f5es com as obras.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/masp.org.br\/exposicoes\/acervo-em-transformacao-2020\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MASP explica o funcionamento e a hist\u00f3ria dos cavaletes na exposi\u00e7\u00e3o Acervo em transforma\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p><!-- H2 04 --><\/p>\n<h2>Casa de Vidro: quando a arquitetura moderna encontra a natureza<\/h2>\n<figure id=\"attachment_163029\" aria-describedby=\"caption-attachment-163029\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163029\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-casa-de-vidro.webp\" alt=\"Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, no Morumbi, em S\u00e3o Paulo, com fachadas envidra\u00e7adas integradas \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o do terreno.\" width=\"1600\" height=\"1200\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163029\" class=\"wp-caption-text\">A Casa de Vidro, projetada por Lina Bo Bardi, estabelece uma rela\u00e7\u00e3o marcante entre arquitetura moderna e paisagem natural. Fotografia: Lucas Medeiros \/ Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Casa de Vidro, localizada no bairro do Morumbi, em S\u00e3o Paulo, foi o primeiro projeto constru\u00eddo de Lina Bo Bardi e serviu como resid\u00eancia da arquiteta e de Pietro Maria Bardi.<\/p>\n<p>Os estudos come\u00e7aram no final da d\u00e9cada de 1940, e a casa foi constru\u00edda no in\u00edcio dos anos 1950, passando a integrar a vida cultural do casal.<\/p>\n<p>A parte social se destaca pela presen\u00e7a de grandes superf\u00edcies envidra\u00e7adas e pela implanta\u00e7\u00e3o sobre pilares delgados, que acompanham o terreno em declive.<\/p>\n<p>Ao observar a casa de determinados \u00e2ngulos, o volume parece elevado em meio \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa composi\u00e7\u00e3o cria uma rela\u00e7\u00e3o visual intensa entre o espa\u00e7o interno e a paisagem externa.<\/p>\n<p>Mas a Casa de Vidro n\u00e3o deve ser compreendida apenas como uma resid\u00eancia de apar\u00eancia leve. Seus ambientes receberam obras de arte, m\u00f3veis, livros e objetos que fizeram parte da vida intelectual de Lina e Pietro.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m foi um local de encontros e discuss\u00f5es culturais ao longo de d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Atualmente, o im\u00f3vel abriga o Instituto Bardi\/Casa de Vidro, dedicado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e dos acervos do casal.<\/p>\n<p>Confira a <a href=\"https:\/\/institutobardi.org.br\/a-casa-de-vidro\/a-casa-dos-bardi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">hist\u00f3ria da Casa de Vidro no Instituto Bardi<\/a>.<\/p>\n<p><!-- H2 05 --><\/p>\n<h2>Sesc Pompeia: por que Lina preferiu transformar uma f\u00e1brica em vez de apag\u00e1-la?<\/h2>\n<figure id=\"attachment_163030\" aria-describedby=\"caption-attachment-163030\" style=\"width: 1180px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163030\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-sesc-pompeia-passarelas.webp\" alt=\"Passarelas elevadas de concreto do Sesc Pompeia, projeto de Lina Bo Bardi em S\u00e3o Paulo.\" width=\"1180\" height=\"738\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163030\" class=\"wp-caption-text\">As passarelas do Sesc Pompeia conectam os blocos de concreto aparente e s\u00e3o elementos marcantes do projeto de Lina Bo Bardi. Fotografia: PedroTorres2002 \/ Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Sesc Pompeia \u00e9 um dos exemplos mais importantes de requalifica\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica do Brasil.<\/p>\n<p>O projeto come\u00e7ou em 1977, quando Lina passou a trabalhar na adapta\u00e7\u00e3o de uma antiga f\u00e1brica para atividades culturais, esportivas e de conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Em vez de apagar completamente a identidade industrial do conjunto, ela preservou galp\u00f5es e caracter\u00edsticas da constru\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p>O projeto aproveitou os espa\u00e7os existentes e incorporou novos edif\u00edcios e elementos de circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os blocos de concreto aparente ligados por passarelas tornaram-se alguns dos elementos mais reconhecidos do Sesc Pompeia.<\/p>\n<p>O conjunto teve etapas de inaugura\u00e7\u00e3o em 1982 e 1986, quando foi conclu\u00edda a implanta\u00e7\u00e3o do setor esportivo.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma diferen\u00e7a importante entre reformar uma f\u00e1brica e transform\u00e1-la em um espa\u00e7o de conviv\u00eancia. A proposta de Lina n\u00e3o buscava apenas atualizar o edif\u00edcio, mas criar um lugar capaz de receber diferentes p\u00fablicos e atividades.<\/p>\n<p>O resultado re\u00fane teatro, exposi\u00e7\u00f5es, leitura, oficinas, alimenta\u00e7\u00e3o, atividades esportivas e \u00e1reas de encontro.<\/p>\n<p>O projeto mostra como a arquitetura pode valorizar estruturas existentes e ampliar seu uso social.<\/p>\n<p><strong>Uma das li\u00e7\u00f5es do Sesc Pompeia \u00e9 que preservar n\u00e3o significa impedir a transforma\u00e7\u00e3o. Em certos casos, a mem\u00f3ria do edif\u00edcio pode fazer parte de sua nova vida.<\/strong><\/p>\n<p>Para aprofundar essa obra, leia o <a href=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/sesc-pompeia-curiosidades-historia-e-etc\/\">estudo de caso do Sesc Pompeia publicado na A Arquiteta<\/a>.<\/p>\n<p><!-- H2 06 --><\/p>\n<h2>Solar do Unh\u00e3o: a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura popular e do patrim\u00f4nio<\/h2>\n<figure id=\"attachment_163031\" aria-describedby=\"caption-attachment-163031\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163031\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-solar-do-unhao-salvador.webp\" alt=\"Solar do Unh\u00e3o, conjunto arquitet\u00f4nico hist\u00f3rico em Salvador, Bahia, associado ao projeto de recupera\u00e7\u00e3o de Lina Bo Bardi.\" width=\"1500\" height=\"1026\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163031\" class=\"wp-caption-text\">O Solar do Unh\u00e3o, em Salvador, foi adaptado para atividades museol\u00f3gicas e culturais com a participa\u00e7\u00e3o de Lina Bo Bardi. Fotografia: Donatas Dabravolskas \/ Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Lina Bo Bardi com Salvador foi importante para o desenvolvimento de suas ideias sobre arquitetura, arte e cultura brasileira.<\/p>\n<p>Em 1958, a arquiteta mudou-se para a cidade e passou a participar das atividades culturais relacionadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Museu de Arte Moderna da Bahia.<\/p>\n<p>Entre seus projetos mais relevantes nesse per\u00edodo est\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o do Solar do Unh\u00e3o, conjunto hist\u00f3rico adaptado para receber atividades museol\u00f3gicas e culturais.<\/p>\n<p>O trabalho envolveu a preserva\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas da arquitetura existente e sua transforma\u00e7\u00e3o para novos usos.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia tamb\u00e9m fortaleceu o interesse de Lina pela produ\u00e7\u00e3o artesanal, pelos objetos cotidianos e pelas manifesta\u00e7\u00f5es culturais do Nordeste.<\/p>\n<p>Para ela, a cultura brasileira n\u00e3o precisava ser compreendida apenas a partir da arte acad\u00eamica ou dos modelos europeus.<\/p>\n<p>Ferramentas, objetos populares e modos de fazer tamb\u00e9m expressavam conhecimentos importantes.<\/p>\n<p>Essa aproxima\u00e7\u00e3o entre arquitetura e cultura popular tornou-se uma caracter\u00edstica reconhec\u00edvel de sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p><!-- H2 07 --><\/p>\n<h2>Teatro Oficina: a arquitetura tamb\u00e9m pode transformar a rela\u00e7\u00e3o entre artistas e p\u00fablico<\/h2>\n<figure id=\"attachment_163033\" aria-describedby=\"caption-attachment-163033\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163033\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-teatro-oficina-interior.webp\" alt=\"Interior do Teatro Oficina, em S\u00e3o Paulo, espa\u00e7o c\u00eanico associado ao projeto arquitet\u00f4nico de Lina Bo Bardi e Edson Elito.\" width=\"1600\" height=\"1067\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163033\" class=\"wp-caption-text\">O Teatro Oficina apresenta uma organiza\u00e7\u00e3o espacial que aproxima a \u00e1rea de apresenta\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Projeto arquitet\u00f4nico de Lina Bo Bardi e Edson Elito. Fotografia: Pedu0303 \/ Wikimedia Commons, CC0 1.0.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Teatro Oficina, em S\u00e3o Paulo, \u00e9 outro exemplo de como Lina Bo Bardi trabalhou com espa\u00e7os culturais de maneira pouco convencional.<\/p>\n<p>A proposta arquitet\u00f4nica foi desenvolvida com a colabora\u00e7\u00e3o de profissionais como o arquiteto Edson Elito e esteve ligada \u00e0 experi\u00eancia art\u00edstica do grupo teatral.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o se organiza a partir de uma configura\u00e7\u00e3o longitudinal, com \u00e1rea c\u00eanica central e estruturas que aproximam o p\u00fablico da apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso cria uma rela\u00e7\u00e3o diferente daquela encontrada em teatros tradicionais, nos quais palco e plateia costumam estar claramente separados.<\/p>\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica acompanha a pr\u00f3pria linguagem do teatro, permitindo outras formas de circula\u00e7\u00e3o, encena\u00e7\u00e3o e contato com os espectadores.<\/p>\n<p>O projeto teve desenvolvimento ao longo dos anos 1980 e in\u00edcio dos anos 1990, com inaugura\u00e7\u00e3o da configura\u00e7\u00e3o reformada em 1994, depois da morte de Lina.<\/p>\n<p>O Teatro Oficina mostra que a arquitetura pode interferir diretamente na experi\u00eancia cultural, e n\u00e3o apenas servir como cen\u00e1rio para uma atividade.<\/p>\n<p><!-- H2 08 --><\/p>\n<h2>Lina Bo Bardi tamb\u00e9m projetou m\u00f3veis e objetos?<\/h2>\n<figure id=\"attachment_163034\" aria-describedby=\"caption-attachment-163034\" style=\"width: 1122px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163034\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-bowl-chair-design.webp\" alt=\"Bowl Chair, poltrona desenhada por Lina Bo Bardi em 1951, com assento semiesf\u00e9rico e estrutura met\u00e1lica de quatro p\u00e9s.\" width=\"1122\" height=\"842\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163034\" class=\"wp-caption-text\">Bowl Chair, criada por Lina Bo Bardi em 1951. A poltrona explora novas possibilidades de postura e intera\u00e7\u00e3o entre corpo e mobili\u00e1rio. Fotografia: Marco Covi \/ Arper.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sim. Lina desenvolveu pe\u00e7as de mobili\u00e1rio, objetos e solu\u00e7\u00f5es de design ao longo de sua carreira.<\/p>\n<p>Seu trabalho nessa \u00e1rea est\u00e1 relacionado \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com materiais, formas de produ\u00e7\u00e3o, conforto e uso cotidiano.<\/p>\n<p>Entre suas cria\u00e7\u00f5es mais conhecidas est\u00e1 a Bowl Chair, uma poltrona formada por um assento arredondado apoiado sobre uma estrutura met\u00e1lica.<\/p>\n<p>O desenho explora uma rela\u00e7\u00e3o diferente entre corpo e mobili\u00e1rio, permitindo diferentes posi\u00e7\u00f5es de uso.<\/p>\n<p>Lina tamb\u00e9m participou de projetos de m\u00f3veis ligados a espa\u00e7os culturais e a colabora\u00e7\u00f5es com outros profissionais.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a cadeira Girafa, associada ao trabalho desenvolvido com Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki no contexto do Sesc Pompeia.<\/p>\n<p>Essas experi\u00eancias mostram que sua aten\u00e7\u00e3o ao design n\u00e3o era separada da arquitetura.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, edif\u00edcios, m\u00f3veis, exposi\u00e7\u00f5es e objetos faziam parte de uma pesquisa mais ampla sobre a rela\u00e7\u00e3o das pessoas com os espa\u00e7os.<\/p>\n<p><!-- H2 09 --><\/p>\n<h2>O que caracteriza a arquitetura de Lina Bo Bardi?<\/h2>\n<figure id=\"attachment_163035\" aria-describedby=\"caption-attachment-163035\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163035\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-principios-arquitetonicos-infografico.webp\" alt=\"Infogr\u00e1fico com quatro princ\u00edpios da arquitetura de Lina Bo Bardi: espa\u00e7o p\u00fablico, estrutura aparente, reutiliza\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios e integra\u00e7\u00e3o com a natureza.\" width=\"1600\" height=\"900\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163035\" class=\"wp-caption-text\">Quatro princ\u00edpios presentes na obra de Lina Bo Bardi, ilustrados por esquemas inspirados no MASP, Sesc Pompeia e Casa de Vidro. Ilustra\u00e7\u00e3o did\u00e1tica original: A Arquiteta.<\/figcaption><\/figure>\n<p>N\u00e3o existe uma \u00fanica forma que defina todos os projetos de Lina.<\/p>\n<p>Em algumas obras, ela utilizou solu\u00e7\u00f5es modernistas com vidro e estrutura aparente. Em outras, priorizou a recupera\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios existentes, materiais simples e di\u00e1logo com refer\u00eancias populares.<\/p>\n<p>Mesmo com diferen\u00e7as formais, \u00e9 poss\u00edvel reconhecer princ\u00edpios recorrentes em seu trabalho.<\/p>\n<h3>Espa\u00e7os pensados para as pessoas<\/h3>\n<p>Seus projetos culturais frequentemente valorizam \u00e1reas de conviv\u00eancia, circula\u00e7\u00e3o e encontro, sem restringir a experi\u00eancia arquitet\u00f4nica ao interior de ambientes fechados.<\/p>\n<h3>Valoriza\u00e7\u00e3o dos materiais<\/h3>\n<p>O concreto aparente, o vidro, a madeira e as superf\u00edcies de aspecto simples aparecem em diferentes projetos, muitas vezes sem esconder inteiramente os processos construtivos.<\/p>\n<h3>Di\u00e1logo com a cultura popular<\/h3>\n<p>Lina valorizou a produ\u00e7\u00e3o cultural brasileira, incluindo objetos, t\u00e9cnicas e manifesta\u00e7\u00f5es que nem sempre recebiam espa\u00e7o nas institui\u00e7\u00f5es tradicionais.<\/p>\n<h3>Reutiliza\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Obras como o Sesc Pompeia e o Solar do Unh\u00e3o demonstram sua capacidade de adaptar constru\u00e7\u00f5es existentes para novas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3>Liberdade de uso<\/h3>\n<p>Pra\u00e7as abertas, percursos flex\u00edveis e espa\u00e7os de encontro s\u00e3o elementos importantes em v\u00e1rios projetos, permitindo que diferentes pessoas se apropriem dos ambientes.<\/p>\n<p>Essa combina\u00e7\u00e3o ajuda a explicar por que Lina n\u00e3o pode ser reduzida apenas ao modernismo de vidro e concreto.<\/p>\n<p>Para conhecer o contexto hist\u00f3rico em que parte de sua produ\u00e7\u00e3o se insere, veja tamb\u00e9m nosso artigo sobre <a href=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/casas-modernas-ou-contemporaneas\/\">as diferen\u00e7as entre arquitetura moderna e contempor\u00e2nea<\/a>.<\/p>\n<p><!-- H2 10 --><\/p>\n<h2>O que estudantes e arquitetos podem aprender com suas obras?<\/h2>\n<p>O legado de Lina Bo Bardi n\u00e3o est\u00e1 apenas na apar\u00eancia de seus edif\u00edcios. Tamb\u00e9m aparece nas decis\u00f5es de projeto e na maneira como ela compreendia o papel da arquitetura.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Observe o lugar:<\/strong> implanta\u00e7\u00e3o, entorno, vegeta\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es urbanas devem participar das decis\u00f5es.<\/li>\n<li><strong>Pense no uso real:<\/strong> um edif\u00edcio cultural precisa funcionar para p\u00fablicos e atividades diferentes.<\/li>\n<li><strong>Considere a mem\u00f3ria:<\/strong> uma constru\u00e7\u00e3o existente pode ter valor material e cultural que merece ser reconhecido.<\/li>\n<li><strong>Entenda a estrutura:<\/strong> decis\u00f5es construtivas podem criar novas possibilidades espaciais.<\/li>\n<li><strong>Valorize materiais:<\/strong> acabamentos simples n\u00e3o impedem a cria\u00e7\u00e3o de uma arquitetura relevante.<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o separe arquitetura e sociedade:<\/strong> espa\u00e7os p\u00fablicos e coletivos t\u00eam impacto na experi\u00eancia da cidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esses princ\u00edpios podem orientar an\u00e1lises de projetos residenciais, culturais e urbanos, sem transformar as solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de Lina em f\u00f3rmulas que devam ser copiadas literalmente.<\/p>\n<p><!-- H2 11 --><\/p>\n<h2>Linha do tempo da vida e das principais obras de Lina Bo Bardi<\/h2>\n<figure id=\"attachment_163036\" aria-describedby=\"caption-attachment-163036\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-163036\" src=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/lina-bo-bardi-linha-do-tempo-obras.webp\" alt=\"Linha do tempo de Lina Bo Bardi, de 1914 a 1992, com sua chegada ao Brasil e projetos como Casa de Vidro, MASP e Sesc Pompeia.\" width=\"1600\" height=\"900\" title=\"\"><figcaption id=\"caption-attachment-163036\" class=\"wp-caption-text\">Linha do tempo com seis marcos da trajet\u00f3ria de Lina Bo Bardi, destacando sua vida e tr\u00eas obras fundamentais da arquitetura brasileira. Infogr\u00e1fico: A Arquiteta.<\/figcaption><\/figure>\n<div style=\"width: 100%; overflow-x: auto; margin: 24px 0;\">\n<table style=\"width: 100%; min-width: 500px; border-collapse: collapse;\">\n<thead>\n<tr>\n<th style=\"padding: 11px; text-align: left; border-bottom: 2px solid #ded9cb;\" scope=\"col\">Ano<\/th>\n<th style=\"padding: 11px; text-align: left; border-bottom: 2px solid #ded9cb;\" scope=\"col\">Acontecimento<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1914<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Nascimento em Roma, It\u00e1lia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1939<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Conclus\u00e3o da gradua\u00e7\u00e3o em arquitetura na Universidade de Roma.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1946\u20131947<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Casamento com Pietro Maria Bardi e estabelecimento no Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1950<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Participa\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o da revista Habitat.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1951\u20131952<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Constru\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o inicial da Casa de Vidro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1958\u20131964<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Per\u00edodo de atua\u00e7\u00e3o em Salvador, incluindo o Solar do Unh\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1968<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Inaugura\u00e7\u00e3o do MASP na Avenida Paulista.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1977<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">In\u00edcio do projeto do Sesc Pompeia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1982\u20131986<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Etapas de inaugura\u00e7\u00e3o do Sesc Pompeia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1990<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Funda\u00e7\u00e3o do Instituto Quadrante, origem do atual Instituto Bardi.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">1992<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Falecimento em S\u00e3o Paulo, aos 77 anos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">2021<\/td>\n<td style=\"padding: 11px; border-bottom: 1px solid #e8e5dd;\">Homenagem p\u00f3stuma com Le\u00e3o de Ouro Especial na Bienal de Veneza.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p><!-- H2 12 --><\/p>\n<h2>Lina Bo Bardi recebeu reconhecimento internacional?<\/h2>\n<p>Sim. Sua produ\u00e7\u00e3o passou a receber reconhecimento crescente no Brasil e no exterior, especialmente pelo impacto de suas obras culturais e de sua abordagem multidisciplinar.<\/p>\n<p>Em 2021, a Bienal de Arquitetura de Veneza concedeu a Lina o Le\u00e3o de Ouro Especial pelo conjunto da obra, em homenagem p\u00f3stuma.<\/p>\n<p>A premia\u00e7\u00e3o reconheceu sua contribui\u00e7\u00e3o para a arquitetura, o design, a museografia e a constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os voltados \u00e0 conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.labiennale.org\/en\/news\/lina-bo-bardi-special-golden-lion-lifetime-achievement-memoriam\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bienal de Veneza publicou um comunicado oficial sobre a homenagem<\/a>.<\/p>\n<p>O reconhecimento tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia de estudar a produ\u00e7\u00e3o de Lina para al\u00e9m de seus edif\u00edcios mais famosos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #111111; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 27px;\">Perguntas frequentes sobre Lina Bo Bardi<\/span><\/p>\n<h3>Onde nasceu Lina Bo Bardi?<\/h3>\n<p>Lina Bo Bardi nasceu em Roma, na It\u00e1lia, em 5 de dezembro de 1914. Posteriormente mudou-se para o Brasil e se naturalizou brasileira.<\/p>\n<h3>Qual foi a forma\u00e7\u00e3o de Lina Bo Bardi?<\/h3>\n<p>Ela estudou arquitetura na Universidade de Roma e concluiu a gradua\u00e7\u00e3o em 1939.<\/p>\n<h3>Lina Bo Bardi foi respons\u00e1vel pelo MASP?<\/h3>\n<p>Sim. Lina projetou a sede do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo na Avenida Paulista, inaugurada em 1968, e desenvolveu importantes solu\u00e7\u00f5es de museografia, incluindo os cavaletes de cristal.<\/p>\n<h3>Quem projetou o Sesc Pompeia?<\/h3>\n<p>Lina Bo Bardi liderou o projeto arquitet\u00f4nico de transforma\u00e7\u00e3o da antiga f\u00e1brica, contando com colaboradores como Andr\u00e9 Vainer e Marcelo Ferraz. O conjunto foi inaugurado em etapas, em 1982 e 1986.<\/p>\n<h3>Onde fica a Casa de Vidro de Lina Bo Bardi?<\/h3>\n<p>A Casa de Vidro fica no bairro do Morumbi, em S\u00e3o Paulo. Atualmente abriga o Instituto Bardi, dedicado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria de Lina e Pietro Maria Bardi.<\/p>\n<h3>Qual era a principal ideia por tr\u00e1s da arquitetura de Lina?<\/h3>\n<p>Sua produ\u00e7\u00e3o valorizava a vida cotidiana, o acesso \u00e0 cultura, a rela\u00e7\u00e3o entre arquitetura e sociedade e o di\u00e1logo com a mem\u00f3ria e as manifesta\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n<h3>Quando Lina Bo Bardi morreu?<\/h3>\n<p>Lina morreu em 20 de mar\u00e7o de 1992, em S\u00e3o Paulo, aos 77 anos.<\/p>\n<p><!-- CONCLUS\u00c3O --><\/p>\n<h2>Por que Lina Bo Bardi continua t\u00e3o importante para a arquitetura?<\/h2>\n<p>Lina Bo Bardi construiu uma trajet\u00f3ria que ultrapassou os limites de um estilo arquitet\u00f4nico.<\/p>\n<p>Ela projetou edif\u00edcios marcantes, recuperou constru\u00e7\u00f5es existentes, desenvolveu m\u00f3veis, participou de exposi\u00e7\u00f5es e ajudou a transformar espa\u00e7os culturais.<\/p>\n<p>O MASP mostra como estrutura e cidade podem se relacionar. A Casa de Vidro revela um di\u00e1logo entre arquitetura moderna e paisagem. O Sesc Pompeia demonstra que uma constru\u00e7\u00e3o industrial pode receber novas formas de vida coletiva.<\/p>\n<p>S\u00e3o obras diferentes, mas conectadas por uma ideia central: a arquitetura ganha significado quando faz parte da experi\u00eancia humana.<\/p>\n<p><strong>Talvez essa seja uma das maiores contribui\u00e7\u00f5es de Lina Bo Bardi: demonstrar que um edif\u00edcio importante n\u00e3o precisa apenas impressionar. Ele precisa permitir que a vida aconte\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p><!-- LINKS INTERNOS --><\/p>\n<div style=\"background: #f5f2eb; padding: 20px 22px; border-radius: 12px; margin: 30px 0; box-sizing: border-box;\">\n<p style=\"margin: 0 0 10px;\"><strong>Continue explorando na A Arquiteta<\/strong><\/p>\n<ul style=\"margin: 0; padding-left: 22px;\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/MASP-curiosidades-sobre-o-museu\/\">MASP: 10 curiosidades sobre o museu de S\u00e3o Paulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/sesc-pompeia-curiosidades-historia-e-etc\/\">Sesc Pompeia: hist\u00f3ria e estudo de caso<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/projetos-de-arquitetura-brasileira\/\">Projetos de arquitetura brasileira que voc\u00ea precisa conhecer<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/casas-modernas-ou-contemporaneas\/\">Arquitetura moderna ou contempor\u00e2nea: qual \u00e9 a diferen\u00e7a?<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><!-- FONTES --><\/p>\n<h2>Fontes e refer\u00eancias<\/h2>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es biogr\u00e1ficas, datas e descri\u00e7\u00f5es das obras foram revisadas com base em fontes institucionais relacionadas \u00e0 trajet\u00f3ria de Lina Bo Bardi.<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/institutobardi.org.br\/os-fundadores\/lina-bo-bardi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instituto Bardi \u2014 Biografia de Lina Bo Bardi<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/institutobardi.org.br\/a-casa-de-vidro\/a-casa-dos-bardi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instituto Bardi \u2014 A Casa dos Bardi<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/masp.org.br\/exposicoes\/acervo-em-transformacao-2020\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MASP \u2014 Acervo em transforma\u00e7\u00e3o e cavaletes de cristal<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.sescsp.org.br\/editorial\/quem-foi-lina-bo-bardi-a-arquiteta-responsavel-pela-readequacao-do-sesc-pompeia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sesc S\u00e3o Paulo \u2014 Quem foi Lina Bo Bardi?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/portal.sescsp.org.br\/pt\/sobre-o-sesc\/unidades\/11_SESC%20POMPEIA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sesc S\u00e3o Paulo \u2014 Dados da unidade Pompeia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.labiennale.org\/en\/news\/lina-bo-bardi-special-golden-lion-lifetime-achievement-memoriam\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bienal de Veneza \u2014 Le\u00e3o de Ouro Especial de 2021<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><small>Artigo revisado editorialmente em outubro de 2026. Datas de constru\u00e7\u00e3o e inaugura\u00e7\u00e3o podem corresponder a diferentes etapas dos projetos. Os cr\u00e9ditos das imagens hist\u00f3ricas e audiovisuais est\u00e3o preservados junto aos arquivos originais.<\/small><\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O MASP parece flutuar sobre a Avenida Paulista. O Sesc Pompeia transformou uma antiga f\u00e1brica em um espa\u00e7o de conviv\u00eancia. E a Casa de Vidro colocou a arquitetura moderna em di\u00e1logo com a vegeta\u00e7\u00e3o. Por tr\u00e1s dessas tr\u00eas obras existe uma mesma arquiteta: Lina Bo Bardi.Italiana de nascimento e brasileira por escolha, Lina ajudou a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":102,"featured_media":62274,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144,1029],"tags":[1181,288,20201,20205,7811,20208,20210,1183,7841,20212,8483,20198,7845],"class_list":["post-10650","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo-arquitetura","category-arquitetos-de-sucesso","tag-arquitetura-brasileira","tag-arquitetura-moderna","tag-bo-sp","tag-bobardi-curitiba","tag-casa-de-vidro","tag-lina","tag-lina-bo","tag-lina-bo-bardi","tag-lina-bobardi","tag-maria-lina-biografia","tag-masp","tag-projetos-lina-bo-bardi-arquiteto-do-masp","tag-sesc-pompeia"],"_wp_attached_file":null,"_wp_attachment_metadata":null,"_wp_attachment_context":null,"_wp_attachment_is_custom_header":null,"geo_longitude":null,"geo_public":null,"geo_latitude":null,"_publicize_done_external":null,"_wpas_done_3897181":null,"publicize_twitter_user":null,"_wpas_done_3897175":null,"_wpas_skip_3897181":null,"_wpas_skip_3897175":null,"_wpas_skip_3924723":null,"_wpas_mess":null,"_wpas_done_3924723":null,"wps_subtitle":"Conhe\u00e7a a trajet\u00f3ria da arquiteta que projetou o MASP, a Casa de Vidro e o Sesc Pompeia e transformou a rela\u00e7\u00e3o entre arquitetura, cultura e sociedade.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/102"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10650"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10650\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":163039,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10650\/revisions\/163039"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aarquiteta.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}