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O que é uma planta baixa?

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10 jul 2013
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aprenda-a-projetarPlanta Baixa, assunto de domínio obrigatório para todo aluno da área da construção civil, seja ele estudante de Arquitetura, Engenharia Civil, Designer de Interiores e afins. É essencial conhecimentos básicos em leitura, interpretação e desenvolvimento de uma planta baixa.

Entender o significado dos símbolos é o primeiro passo para dar início a criação de uma planta baixa.

Existem vários níveis de desenvolvimento de planta baixa, ela pode ser uma planta baixa simples de arquitetura contendo traços que representam espessuras das alvenarias, aberturas das portas e janelas, cotas internas e externas, pontos básicos de hidráulica (cozinhas, banheiros, área de serviço) e projeções de cobertura, por exemplo.

Até níveis mais complexos de plantas, como os projetos executivos. Neste muito mais elementos são especificados, e é muito importante que o estudante esteja familiarizado com essas informações desde cedo, pois são conceitos que serão levados para sempre em sua vida durante o seu estudo e carreira.

 

Mas afinal, o que é uma planta baixa?

Planta Baixa é o nome que se atribui ao desenho técnico esquemático de uma futura construção que se dá a partir de um corte horizontal imaginário à altura de 1,50 m do piso.

É uma espécie de diagrama, contendo os espaços especificados por uso (salas, dormitórios, banheiros e etc,) e seus acessos e circulação (portas, janelas e corredores), como se estivéssemos olhando de cima, obviamente sem a cobertura (laje ou telhado).

Imagem: Site CADKlein

 

Por que 1,50m?

Porque é esta a altura que a seção imaginaria conseguirá captar os vãos das aberturas, como as portas, e principalmente as janelas para serem vistos e representados em planta.

A partir da planta baixa é que conseguimos visualizar o espaço a ser habitado e entender como se dará a nova construção de forma mínima. É o momento quando o projeto começa a tomar forma e já se é possível visualizar a sua ocupação em relação ao terreno.

A representação do corte horizontal em planta ficará assim:

Imagem: Site CADKlein

Escalas

Todo bom desenhista deve saber trabalhar com escalas para que a planta baixa saia com suas proporções e medidas corretas. Inicialmente começamos com a escala 1:100 para estudos e anteprojetos, então aumentamos a escala para 1:50 para projetos que requerem maiores detalhes de representação como os projetos executivos.

Importante: Toda planta baixa deve indicar a escala utilizada pelo projetista.

Anteriormente elaborei um artigo completo sobre como trabalhar com Escalas do Projeto Arquitetônico. É importante que você domine esse assunto para poder desenvolver uma planta baixa corretamente e com eficiência.

O projeto termina na planta baixa?

A planta baixa é o primeiro desenho a ser desenvolvido para dar-se forma a uma ideia; a partir dela é que se torna possível a criação dos demais desenhos básicos da arquitetura, além da planta temos os cortes (transversais e longitudinais), fachadas ou elevações, implantação, cobertura e a volumetria (maquete física ou 3D), entre outros.

Veja abaixo a representação completa de uma planta de Arquitetura com fins de Aprovação em Prefeitura. Nela constam as plantas baixas, cortes e elevação, além dos demais itens que você pode aprender mais sobre em meu livro Pequeno Grande Guia de Aprovação de Projetos de Prefeitura.

A Arquiteta: Projeto Completo de Prefeitura em AutoCAD

Para melhor visualização e entendimento de um projeto, além da planta baixa o projetista deve se necessário desenvolver os demais desenhos, principalmente a maquete. Isso vai mostrar de forma tridimensional a ideia representada no plano XY da planta e do corte, ou seja, o 2D.

Ela pode ser feita no AutoCAD, no Revit, no Sketchup, ou seja, no seu programa de preferência.

Veja o exemplo a seguir de uma volumetria de estudos.

Imagem: A Arquiteta: Croqui em 3D AutoCAD

Por isso é importante além de saber projetar, saber também desenvolver maquetes, sejam elas físicas ou eletrônicas, pois tudo contribuirá para o entendimento final do projeto, seja para o autor do projeto como para o cliente, que por não ser um profissional da área, ele não tem obrigação de conseguir visualizar o projeto mentalmente apenas com linhas horizontais na mesma velocidade que você.

Abaixo uma imagem com um render simples do projeto apresentado acima. Você pode entregar quantas imagens desejar para o seu cliente, para colaborar com o melhor entendimento do projeto. Isso ajuda muito também na venda e valorização do seu trabalho.

Imagem: A Arquiteta: Render em 3D Vray.

 

Planta baixa x Projetos Complementares

Como foi dito: a planta baixa é a premissa básica para dar início a realização de uma construção, nela são especificadas todas as informações necessárias para o desenvolvimento de um projeto básico da arquitetura, desde o estudo até o projeto executivo.

TUDO se inicia pela planta baixa, sem ela nada é possível, por ela tudo passa e dela tudo depende.

Depois da Arquitetura pronta e o projeto aprovado em prefeitura, é o momento de se elaborar os demais projetos que nascerão à partir do projeto arquitetônico. Não há projetos complementares se não há um projeto completo de arquitetura existente!

A prancha que foi apresentada anteriormente é o berço dos demais projetos vindouros, que são chamados de complementares (elétrica, hidráulica, ar condicionado, gás, estrutura, etc…). Seja ele qual for, sem a arquitetura totalmente especificada e definida pelo arquiteto não poderá haver projetos posteriores.

Por isso o Arquiteto além de ser o responsável legal pelo projeto e pela representação técnica diante da prefeitura, é também o profissional devidamente habilitado pelo CAU_BR, responsável por coordenar e trabalhar em conjunto com todos os demais profissionais dos projetos complementares para compatibilização dos projetos.

Por isso a obra depende do acompanhamento diário do Arquiteto no canteiro, o qual deve sempre ter um bom relacionamento com os demais profissionais para que tudo possa contribuir para o sucesso da construção com um todo.

Outras informações importantes

Para a construção de uma residência ou qualquer tipo de edificação, como os prédios, por exemplo, é necessária uma planta baixa, que constitui a primeira forma do projeto. Esse desenho é feito por um profissional de arquitetura, onde ele monta o piso daquela construção.

Não necessariamente as plantas de casa indicará o tipo de piso que será usado ali, embora o arquiteto possa definir isso para o cliente, mas sim dá uma visão do que será construído. É como se a planta fosse uma visão de cima da casa, mostrando suas limitações, onde ficará cada cômodo e, até mesmo, sua posição em relação ao terreno.

Esse recurso é uma forma do arquiteto projetar a residência, demarcando cada um dos limites em cima daquele piso.

As plantas de casa são a forma mais tradicional para os projetos de construção, sendo que é bastante comum a entrega dela para quem fará de fato a obra. Isso porque é necessário fazer as medidas do alicerce para iniciar a construção da residência.

Como dito, a planta baixa é um trabalho para os profissionais de arquitetura. Aqueles que estão iniciando na profissão têm algumas dúvidas em relação a ela, por isso, neste artigo iremos trazer dez dicas para o desenvolvimento da planta de uma casa. Acompanhe:

1) Desenhe o terreno primeiro

Para iniciar uma planta, é ideal que o profissional desenhe primeiro as medidas do terreno, considerando seu tamanho exato conforme é descrito na escritura do imóvel, documento este que você pode solicitar ao seu cliente, será de grande valia.

Essa etapa inicial tem um papel importante, uma vez que a casa vai ser construída naquele terreno. Leve essa dica ao pé da letra, porque toda a planta tem que caber dentro daquele espaço, ou seja, ela está limitada ao espaço que o terreno possui.

Vale lembrar que o profissional tem duas opções para por isso em prática: ou fazer o desenho a mão em uma folha A3, usando esse método tradicional e manual; ou ainda utilizar programas com essa mesma finalidade. O AutoCad é um dos mais populares, mas esse tipo de tecnologia facilitadora para os arquitetos traz outros programas também, escolha aquele que tem mais familiaridade para usar.

2) Estabeleça as necessidades

Em uma construção o arquiteto tem que levar em consideração as necessidades apresentadas por seu cliente, e elas devem ser atendidas de alguma forma dentro do projeto.

No caso, se ele quer uma casa térrea com três quartos, sendo um deles suíte, é isso que você precisa colocar na planta, demarcando onde ficará cada um deles e seu tamanho. No entanto, essas necessidades não se resumem apenas a quantidade de cômodos ou seu tamanho.

É logico que os cômodos irão fazer parte da planta, e ainda devem ser nomeados para facilitar na hora da construção. Mas vai muito além disso e outros itens devem ser atendidos.

Pense assim, você precisa projetar uma residência onde haverá um morador que usa cadeira de rodas para se locomover. A casa precisa não só de cômodos espaçosos, mas também de itens de acessibilidade para que ele possa viver bem naquele espaço.

3) Escala 1/50

Essa escala deve ser utilizada mesmo quando a planta for feita em computador, utilizando o programa de sua preferência.

Basicamente ela é cada um dos centímetros em uma régua, sendo que eles equivalem a 50% de um metro. É como se cada metro real da sua construção fosse representado a cada dois centímetros, a medida adequada para a planta real dentro do papel.

Se preferir desenhar a planta à mão, prefira as folhas de tamanho A3, ideias para esse tipo de trabalho.

4) Não se esqueça da iluminação e ventilação

A planta baixa não é apenas um desenho do piso da casa, ela também traz muitos mais recursos dentro do desenho do que apenas os cômodos e suas delimitações.

Quando o arquiteto projeta uma casa, ele não deve apenas trazer um tamanho e quantidade de cômodos, além de outros itens. O trabalho dele também envolve ver pontos para que a construção tenha ventilação e iluminação, mesmo a natural.

Assim, ele precisa desenhar alguns recuos e outros recursos no papel, para que a casa tenha essa iluminação e ventilação necessária, também atendendo aquilo que o cliente deseja.

Por exemplo, se ele pedir por uma casa arejada quando o clima tiver mais quente, mas que também fique aquecida no inverno, é isso que o projeto precisa atender.

5) Considere os recuos

Todo terreno apresenta alguns recuos, sendo que a prefeitura da cidade onde situa-se o projeto pode informar para você exatamente a medida deles, visto que cada município tem o seu próprio.

Vale lembrar que as medidas também variam de bairro a bairro em alguns casos, por isso é imprescindível ter essa informação antes de começar a planta.

6) Defina o nível de detalhamento do projeto

As plantas servem de base para a evolução do projeto inicial, até que ele seja de fato concluído. Neste caso, você poderá apresentar algumas alterações quando houver necessidade.

Quanto mais detalhado a planta baixa for, mais fácil fica de visualizar como a residência realmente será fora do papel. Neste caso, você ainda precisa considerar onde serão posicionadas as vigas, por exemplo, que servem como base para as paredes.

Em geral, a planta precisa elencar todos os itens para uma construção, com delimitações a cada um deles.

7) Faça esboços

Lembra que falamos que você pode passar o projeto para o computador ou fazê-lo a mão mesmo? De todo modo, antes de finalizá-lo, o ideal é fazer um esboço no papel com as suas ideias.

Pense que é o início da planta e somente depois você irá finalizá-la. Aqui também é necessário escrever cada item, mas não necessariamente precisa marcar os tamanhos.

8) Simule onde ficarão os móveis

Com a planta já concluída, faça uma simulação em cada cômodo de onde serão colocados cada um dos moveis, para que você tenha uma noção melhor de como esse espaço será utilizado e se atende as necessidades do cliente.

Isso dá uma visão real de como a casa ficará quando a obra for concluída.

9) Sobrados

Muitas pessoas desejam ter casas com andares, os chamados sobrados, visto que é uma forma excelente de otimizar o espaço e comportar todos os cômodos desejados, principalmente quando a metragem do terreno é limitada.

Neste caso, o arquiteto deve desenhar duas plantas e uma fica ao lado da outra, ou seja, a planta inferior, que é a parte de baixo da casa, deve ser desenhada ao lado da superior, para a parte de cima.

10) Deixe espaços livres para os cômodos adicionais

Os cômodos adicionais podem ser encarados como uma área de lazer, por exemplo. Como eles entram depois da parte interna, você deve deixar espaços livres no terreno para inclui-los posteriormente.

Já pense mais ou menos no tamanho que terão antes de fazer a planta da casa em si, para não ter problemas com os limites do terreno depois.

 

Quer aprender a projetar espaços no design de interiores?

Então fique ligado no recado que temos pra você a seguir: