O Everson Museum of Art, em Nova York, passou por uma renovação impressionante na ala leste, projetada pelo renomado arquiteto IM Pei. O estúdio Milliøns trouxe materiais coloridos e reflexivos para transformar um espaço subterrâneo, criando um ambiente mais iluminado e acessível.
Transformação do Everson Museum de Arte
Um novo olhar sobre a arquitetura de IM Pei

O Everson Museum of Art, localizado em Syracuse, Nova York, é uma obra-prima do arquiteto IM Pei, concluída em 1968. Com suas volumosas estruturas de concreto interligadas, o museu abriga uma coleção rica de arte e cerâmica americana. Recentemente, o estúdio Milliøns, de Los Angeles, foi encarregado de revitalizar a ala leste do museu, inicialmente projetada para abrigar um café. No entanto, a conversa entre os co-fundadores do estúdio, Zeina Koreitem e John May, e a diretora do museu, Elizabeth Dunbar, levou a um projeto mais abrangente.
Iluminação e acessibilidade
A nova ala leste é um espaço retangular que se estende abaixo do nível do solo, conectado a um balcão no segundo andar através de um átrio. A equipe de design se inspirou na contraste entre luz e sombra que caracteriza a obra de Pei. O objetivo era não apenas aumentar a iluminação, mas também criar um espaço mais acessível e interativo. O redesign transformou o nível inferior em um espaço semi-público, permitindo eventos e exposições, enquanto uma nova biblioteca de pesquisa e escritórios renovados foram criados.
Materiais que refletem a luz

Para combater a escuridão do espaço subterrâneo, o estúdio incorporou superfícies e materiais coloridos e reflexivos ao longo de toda a ala. A ideia era criar um contraste entre as texturas ásperas e desaturadas existentes e as novas texturas hipersaturadas. A equipe de design enfatizou que o uso de cor não é apenas uma camada superficial, mas sim uma forma de acabamento volumétrico que transforma a experiência do visitante.
Torres de vidro e a coleção de cerâmica

Um dos destaques do projeto são as duas torres de vidro que foram criadas entre a estrutura de concreto do átrio. Essas torres não apenas trazem luz para o espaço, mas também exibem parte da coleção de 4.000 objetos de cerâmica doados por Louise Rosenfield. O design permite que os visitantes interajam com a coleção, pegando objetos para usar no café, borrando as linhas entre arte e público de uma maneira inovadora.
Divisórias e móveis personalizados
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No nível inferior, cortinas translúcidas e ombré, projetadas em colaboração com o artista Justin Morin, foram instaladas como divisórias de ambiente. Móveis personalizados, como mesas projetadas pelo estúdio Milliøns, foram criados para a nova biblioteca, enquanto peças originais de designers renomados, como Eero Saarinen e Charles e Ray Eames, foram restauradas. O café no andar superior também recebeu mesas em tons pastéis, combinadas com cadeiras de cor lilás, criando um ambiente acolhedor e vibrante.
Restauração da fachada e elementos externos
Além das mudanças internas, o projeto também incluiu atualizações na fachada do edifício. A equipe limpou a superfície para revelar um tom rosa sutil, restaurou os pavimentos originais e adicionou jardineiras geométricas projetadas pelo estúdio Milliøns. Essas alterações não apenas revitalizaram a aparência do museu, mas também respeitaram a estética original de Pei, criando um diálogo entre o novo e o antigo.
Conclusão
A renovação da ala leste do Everson Museum of Art é um exemplo brilhante de como a arquitetura pode evoluir sem perder sua essência. O estúdio Milliøns conseguiu criar um espaço que não só respeita a visão de IM Pei, mas também a transforma em um ambiente mais acessível e interativo. Com a combinação de luz, cor e design inovador, o museu agora se destaca como um farol de criatividade e inspiração, convidando todos a explorar e interagir com a arte de uma maneira nova e emocionante.
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