Home > TCC > MASP – 10 curiosidades do museu mais famoso de São Paulo

MASP – 10 curiosidades do museu mais famoso de São Paulo

///
Comments are Off

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi fundado em 1947, um projeto da arquiteta Lina Bo Bardi.

A ideia de criar o espaço veio do empresário e jornalista Assis Chateaubriand, conhecido pela vinda da televisão ao país, e também por Pietro Maria Bardi, um jornalista e crítico de arte italiano. Inclusive as primeiras obras expostas no museu foram selecionadas por este crítico, que escolheu pessoalmente o acervo na Europa pós-guerra.

O projeto de Bardi levou 12 anos entre o projeto e a execução, trazendo a sede para a Avenida Paulista. Atualmente, o museu é tido como um dos marcos de São Paulo, conhecido no país inteiro e ao redor do mundo.

Essa é só um pouco da história do MASP, que tem muito mais a ser contado. Por isso separamos nesse artigo algumas curiosidades sobre o museu, que também contam mais um pouco de sua história.

Primeira sede

O MASP é um marco da Avenida Paulista, principal avenida da capital, mas essa não foi a primeira localização do museu.

Inicialmente, ele foi instalado em quatro andares do Diários Associados, o império jornalístico de Chatô – eram 34 jornais, 36 emissoras de rádio, editora, a revista O Cruzeiro. Mais tarde, 18 estações de televisão, incluindo a TV Tupi.

Embora tenha nascido em 1947, a inauguração na Paulista só ocorreu há mais de 20 anos de sua fundação, em novembro de 1968. A construção do MASP onde ele se encontra hoje durou 12 anos, por isso a demora para a mudança de endereço.

Até a rainha da Inglaterra

A inauguração do MASP na Paulista foi um evento de proporções gigantescas, gerou até mesmo a visita da rainha Elizabeth II.

Era a primeira visita da monarca ao Brasil e ela veio especialmente para a inauguração. Por conta de sua presença, a Avenida Paulista acabou congestionada e parada pelos presentes ao evento, o que acabou atrasando o início das comemorações.

Atrasos à parte, o evento saiu como esperado e é lembrado até hoje.

O vão não é à toa

Um dos principais marcos da arquitetura de Lina Bo Bardi é o MASP, justamente por seu vão livre que chama bastante atenção. Mas esse fato não surgiu por um surto de inspiração da arquiteta, era uma necessidade da obra.

O terreno onde o museu foi instalado foi doado à Prefeitura de São Paulo, com a condição de que jamais fosse construído um edifício no local. Isso porque a construção iria esconder a paisagem para a Avenida Nove de Julho, que vazia vista para o centro e a Serra da Cantareira.

Assim, para atender a essa exigência, a arquiteta apresentou um projeto com um grande vão, onde era possível ver toda a paisagem preservada.

Pequenos contratempos

O próprio Pietro Bardi reuniu boa parte do acervo entre os anos de 1947 e 1952, entre viagens pessoais na Europa pós-guerra. Na maioria das viagens, o crítico de arte era acompanhado por Chateaubriand, também fundador do museu.

Desta seleção, a primeira aquisição foi o quatro Retrato de Mulher, de Picasso, já em 1947.

Nesses primeiros anos foi adquirido o grosso que compõe o acervo. Atualmente, ele possui 10 mil obras.

Mas nem tudo foram flores. Os curadores tiveram alguns deslizes em relação ao acervo, sobretudo no início dos anos 70, quando o pintor Joan Miró endereçou uma carta ao próprio Bardi, onde negava a autoria de uma obra exposta no museu.

Era uma pintura em guache e ela foi imediatamente retirada, e colocada em uma reserva técnica, porém não foi a única. Nos anos seguintes, muitas outras obras tiveram sua autoria contestada pelos artistas.

Pedra no meio do vão

Existem inúmeras teorias em relação a pedra que fica no vão do museu. Há uma oficial, que afirma que ela está ali por carregar uma mensagem gravada como comemoração da inauguração do novo endereço.

Mas, como sempre, também há especulações em meio a história. Assim, algumas pessoas afirmam que Lina escolheu a pedra por ter uma silhueta próxima as formas de Chatô, o empresário idealizador do museu junto a seu marido.

Sala secreta do MASP

Ela não é realmente secreta, mas poucas pessoas sabem de sua existência. Além disso, menos pessoas ainda têm acesso ao local, restrito inclusive ao público.

A sala é isolada e fica dentro do museu, onde guarda cerca de oito mil obras do acervo permanente do museu. Essa fortaleza é vigiada de modo constante, 24 horas por dia, tanto por seguranças como por câmeras de monitoramento.

Obras pouco conhecidas

Parte do acervo mal dá as caras ao público, sendo que algumas jamais foram exibidas no MASP. Uma delas é uma armadura de 1480, feita em cobre e aço.

Há também aquelas pouco conhecidas, como é o caso do acervo de moda. Até dezembro de 2016 as peças foram exibidas pouquíssimas vezes no museu. A mais recente trouxe apenas 80 itens, mas o acervo completo possui 159 peças.

Não são só pinturas

O acervo do MASP não agrega apenas pinturas, ele tem muito mais obras de diferentes estilos e épocas.

Os núcleos do museu são divididos entre arqueologia, desenhos, esculturas, fotografias, gravuras, peças de tapeçaria, vestuário e design. Há ainda as maiólicas, que são cerâmicas italianas datadas dos séculos XIV a XI.

Coleção completa

O museu é uma das quatro instituições no mundo todo que possui em seu acervo uma coleção completa de Edgar Degas. Trata-se das 73 esculturas de bronze feitas por ele.

Nela está inclusa a Bailarina de 14 anos, a única que foi exposta enquanto o artista ainda era vivo.

Clube dos 19

O MASP faz parte do chamado Clube dos 19 desde 2008. É um grupo que integra outros 19 museus consagrados ao redor do mundo.

Eles foram escolhidos por serem grandes representantes da arte europeia no século 20. Na lista, além do próprio museu paulista, há ainda o Metropolitan de Nova York, The Art Institute de Chigago e o Musèe d’Orsay, na França, que foi o responsável por integrar o MASP no grupo.