As plantas rasteiras ajudam a cobrir o solo, preencher espaços entre outras espécies, criar bordaduras e reduzir grandes áreas de terra exposta. Mas elas não funcionam todas do mesmo jeito.
Algumas precisam de sol direto para florescer, outras preferem meia-sombra. Há espécies que formam tapetes muito baixos e outras que crescem um pouco mais. E uma informação frequentemente esquecida é que planta rasteira não significa automaticamente planta resistente ao pisoteio.
Por isso, antes de escolher apenas pela fotografia, observe luz, umidade, velocidade de crescimento, altura e o uso real daquele trecho do jardim.
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Planta rasteira, forração e gramado são a mesma coisa?
Não exatamente.
Rasteira descreve principalmente o hábito de crescimento: a planta se desenvolve próxima do chão e tende a se espalhar horizontalmente.
Forração descreve uma função paisagística. Diversas plantas rasteiras são usadas para cobrir o solo, mas também existem plantas em touceiras que funcionam como forração.
Já um gramado é um tipo específico de cobertura vegetal normalmente planejada para formar uma superfície relativamente uniforme e, conforme a espécie, suportar algum nível de circulação.
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Entrar na comunidade ArqGPT →Essa diferença importa porque muitas plantas lindas como forração não suportam pessoas caminhando repetidamente sobre elas.
Qual planta rasteira escolher?

Em áreas ensolaradas, espécies rasteiras floridas podem criar grandes manchas de cor; o efeito depende da floração e da adaptação ao clima.
| Planta | Luz | Destaque | Ponto de atenção |
|---|---|---|---|
| Grama-amendoim | Sol a meia-sombra | Flores amarelas | Não indicada para pisoteio frequente |
| Grama-preta | Meia-sombra e sombra clara | Folhagem fina | Crescimento mais lento |
| Lambari-roxo | Meia-sombra a sol filtrado | Folhas roxas e prateadas | Espalha-se rapidamente |
| Callisia | Meia-sombra | Tapete denso de folhas pequenas | Pode avançar sobre plantas delicadas |
| Dinheiro-em-penca | Meia-sombra | Folhagem verde e delicada | Prefere umidade sem encharcamento |
| Azulzinha | Sol | Flores azuis | Flores fecham à noite e em dias nublados |
| Onze-horas | Sol | Floração intensa | Precisa de boa drenagem |
| Lantana-rasteira | Sol | Flores lilases | Partes da planta são tóxicas se ingeridas |
| Rosinha-de-sol | Sol | Suculenta com flores rosadas | Não tolera solo encharcado |
| Vedélia | Sol a meia-sombra | Flores amarelas | Crescimento muito vigoroso |
Atalho útil: descubra primeiro quantas horas de sol o local recebe. Só depois compare as espécies.
1. Grama-amendoim (Arachis repens)

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Acessar conteúdos gratuitos →A grama-amendoim é uma das forrações mais interessantes para áreas ensolaradas. Forma um tapete verde e produz pequenas flores amarelas.
Apesar do nome, não é uma grama convencional. Seu crescimento é rasteiro e ela pode ser usada em canteiros, áreas amplas e taludes.
Uma característica importante é que não suporta bem pisoteio frequente. Portanto, não é substituta direta de um gramado em uma área onde crianças, animais ou pessoas circulam continuamente.
Em áreas pouco pisadas, porém, pode criar uma cobertura bastante interessante.
Observe antes de usar como “gramado”
Se você precisa abrir um caminho no meio da grama-amendoim, prefira criar placas, pedras ou outro percurso definido. Assim, as pessoas não precisam atravessar a cobertura vegetal.
2. Grama-preta (Ophiopogon japonicus)

Apesar do nome popular, a grama-preta não pertence ao grupo das gramíneas. É uma planta de folhas estreitas que forma pequenos tufos e se espalha lentamente.
É especialmente útil em locais de meia-sombra e sombra clara, como bordas de caminhos, áreas sob árvores e canteiros próximos a construções.
Existem cultivares de porte ainda mais baixo, que podem ser utilizados entre pedras e em áreas com circulação ocasional.
Isso não significa que ela deva receber o mesmo tráfego intenso de um gramado convencional.
3. Lambari-roxo (Tradescantia zebrina)

O lambari-roxo chama atenção principalmente pelas folhas — e não pelas flores.
A folhagem possui faixas prateadas e verdes na face superior e tons arroxeados, criando uma massa de cor muito diferente das forrações totalmente verdes.
Os ramos crescem de maneira rasteira, enraízam nos nós e podem preencher rapidamente um canteiro.
Essa rapidez também exige controle. Em espaços pequenos, vale podar as bordas para impedir que avance sobre plantas de crescimento mais lento.
4. Callisia rasteira (Callisia repens)

A Callisia repens possui ramos finos, rasteiros e pequenas folhas que criam uma cobertura densa.
Ela prefere meia-sombra e pode funcionar muito bem em pequenos canteiros, jardineiras ou bordas onde os ramos possam se espalhar.
Seu crescimento é rápido. Em condições favoráveis, os caules criam raízes quando entram em contato com o solo.
Isso é ótimo para cobrir rapidamente uma área, mas também significa que ela pode sufocar plantas menores ou mais delicadas quando não há controle.
5. Dinheiro-em-penca (Pilea nummulariifolia)

O nome popular dinheiro-em-penca é aplicado a plantas diferentes no comércio, por isso o nome científico é particularmente importante nesta escolha.
Aqui estamos falando da Pilea nummulariifolia, uma forração baixa indicada principalmente para locais de meia-sombra.
Suas folhas pequenas formam uma massa verde delicada, interessante em canteiros protegidos, sob coberturas claras ou em áreas que não recebem sol intenso durante todo o dia.
Prefere solo fértil, drenável e com umidade adequada.
6. Azulzinha (Evolvulus glomeratus)

Para quem quer uma cobertura com flor, a azulzinha é uma opção especialmente interessante para locais ensolarados.
A Evolvulus glomeratus forma pequenos maciços espalhados e produz flores azuis com centro claro.
As flores costumam permanecer abertas com boa luminosidade e fechar à noite ou em condições mais nubladas.
Ela funciona bem em bordaduras, jardins de pedra e áreas onde a massa azul possa contrastar com folhagens verdes.
Uma pergunta antes de comprar
Você quer uma forração que fique interessante principalmente pela folhagem ou espera flores o tempo todo?
Uma planta escolhida pela floração naturalmente mudará de aparência conforme estação, clima e condições de cultivo. Misturar espécies de folhagem interessante com espécies floridas pode deixar o jardim menos dependente de um único período.
7. Onze-horas (Portulaca grandiflora)

A onze-horas é uma planta rasteira e suculenta que gosta de sol direto.
Produz flores em diversas cores e funciona especialmente bem em bordaduras, jardins de pedra e áreas pequenas com boa drenagem.
As folhas carnosas armazenam água, enquanto as flores se abrem principalmente em condições favoráveis de luz.
Sol insuficiente tende a reduzir justamente o aspecto pelo qual a maioria das pessoas escolhe essa planta: a floração.
8. Lantana-rasteira (Lantana montevidensis)

A lantana-rasteira é uma espécie sul-americana de crescimento baixo e espalhado, com pequenas flores geralmente lilases ou arroxeadas.
Gosta de bastante sol e, depois de estabelecida, tolera períodos mais secos. Seus ramos podem ocupar uma área relativamente grande, por isso não deve ser plantada muito próxima de espécies delicadas sem considerar seu tamanho adulto.
As flores também atraem polinizadores.
Atenção: partes da lantana podem ser tóxicas quando ingeridas, e o contato com a planta pode provocar irritação em algumas pessoas. Em jardins frequentados por crianças pequenas ou animais que costumam mastigar plantas, vale considerar outra espécie.
9. Rosinha-de-sol (Mesembryanthemum cordifolium)

A rosinha-de-sol, anteriormente muito conhecida pelo nome botânico Aptenia cordifolia, é uma suculenta rasteira de folhas pequenas e carnudas.
Forma uma camada baixa e pode produzir pequenas flores rosadas, avermelhadas ou arroxeadas.
É especialmente adequada a locais ensolarados e com excelente drenagem. Depois de estabelecida, apresenta boa tolerância à seca.
O principal erro é combinar uma planta adaptada a solos mais secos com irrigação excessiva. Solo constantemente encharcado aumenta o risco de problemas nas raízes.
10. Vedélia (Sphagneticola trilobata)

A vedélia forma uma cobertura verde densa com flores amarelas semelhantes a pequenas margaridas.
É nativa de grande parte da América tropical, incluindo regiões brasileiras, e cresce com facilidade em ambientes quentes.
Mas justamente essa facilidade merece atenção: seus ramos rasteiros enraízam nos nós e podem avançar rapidamente para áreas vizinhas.
Eu a usaria apenas quando houver espaço suficiente e possibilidade de controlar fisicamente sua expansão.
A planta que cobre mais rápido nem sempre é a melhor
Quando vemos terra descoberta, é tentador escolher a espécie que cresce mais depressa.
Mas alguns meses depois o problema pode se inverter: a planta ultrapassa a borda, invade outro canteiro ou começa a competir com espécies menores.
O melhor crescimento é aquele compatível com o tamanho do espaço e com a manutenção que você pretende fazer.
Qual planta rasteira usar no sol?
Para locais com várias horas de sol direto, comece comparando:
- grama-amendoim;
- azulzinha;
- onze-horas;
- lantana-rasteira;
- rosinha-de-sol;
- vedélia.
A escolha final depende de clima, tipo de solo, quantidade de água e espaço disponível.
Qual planta rasteira funciona melhor na sombra?
Em áreas protegidas do sol mais forte, a seleção muda.
Grama-preta é uma opção muito útil para meia-sombra e sombra clara. Lambari-roxo, Callisia e Pilea também podem funcionar bem em situações protegidas, embora precisem de alguma luminosidade para manter crescimento e coloração satisfatórios.
Antes de chamar um lugar simplesmente de “sombra”, observe se ele recebe sol pela manhã, luz filtrada através de árvores ou nenhuma luz direta.
Essas situações não são iguais.
Planta rasteira pode substituir grama?
Depende do uso.
Se a área existe apenas para ser vista, diversas forrações podem substituir visualmente um gramado e eliminar a necessidade de cortes frequentes.
Se pessoas caminham continuamente pelo local, a situação muda. A grama-amendoim, por exemplo, é uma ótima cobertura vegetal, mas não é recomendada para pisoteio constante.
Grama-preta pode tolerar algum tráfego leve, especialmente em cultivares baixos, mas também não deve ser tratada como piso para circulação intensa.
Uma solução interessante é combinar cobertura vegetal com passos de pedra ou caminhos definidos.
Posso plantar rasteiras entre pedras?
Sim, mas escolha espécies compatíveis com o espaço disponível e com a circulação.
Entre placas de caminho, a planta fica exposta ao calor da pedra, recebe menos volume de solo e pode sofrer algum pisoteio.
Não escolha apenas pelo porte baixo. Verifique também resistência, umidade e velocidade de crescimento.
Como evitar que a forração invada outros canteiros?
Algumas espécies espalham-se por ramos que criam raízes quando tocam o solo.
Para manter o desenho do paisagismo:
- use bordas físicas quando necessário;
- faça podas de contenção;
- evite plantar espécies muito vigorosas junto de plantas pequenas;
- acompanhe o crescimento nos primeiros meses;
- não espere a planta ocupar todo o canteiro vizinho para começar a controlar.
Rasteiras realmente dão menos trabalho que gramado?
Às vezes, mas não automaticamente.
Uma forração pode dispensar cortes semanais, porém ainda exige manejo de bordas, retirada de plantas espontâneas, irrigação durante o estabelecimento e eventual poda de contenção.
A manutenção tende a diminuir quando a espécie foi corretamente escolhida para as condições do local.
Se o objetivo principal for reduzir trabalho no jardim, veja também nosso guia sobre jardins de baixa manutenção.
O que eu retiraria da lista antiga?
A versão anterior deste artigo citava algumas plantas que não são boas escolhas para uma lista geral de rasteiras.
O lírio-da-paz, por exemplo, forma touceiras e não deve ser apresentado como uma típica planta rasteira para cobrir o solo.
A lavanda também não é uma rasteira típica: a maioria das variedades cultivadas forma pequenos arbustos.
Já a hera-inglesa pode crescer sobre o solo, mas é principalmente uma trepadeira vigorosa e apresenta comportamento invasivo em diversas regiões do mundo. Não é uma recomendação que eu colocaria como escolha genérica para jardins brasileiros.
O junípero prostrado pode funcionar em projetos específicos, principalmente onde clima e drenagem são compatíveis, mas também não é uma opção universal para o território brasileiro.
Checklist antes de escolher sua planta rasteira
- quantas horas de sol o local recebe;
- se o solo permanece seco, úmido ou encharcado;
- se haverá circulação sobre as plantas;
- quanto espaço a espécie pode ocupar;
- se você quer flores ou principalmente folhagem;
- com que velocidade ela cresce;
- se será necessário controlar sua expansão;
- se há crianças ou animais domésticos;
- como será feita a irrigação;
- como a planta se comporta no clima da sua região.
Plantas rasteiras: comece pela luz, não pela fotografia
A melhor planta rasteira não é necessariamente aquela que forma o tapete mais rápido ou tem a flor mais bonita.
Para uma área ensolarada e pouco pisada, grama-amendoim pode funcionar muito bem. Para sombra clara, grama-preta pode ser mais apropriada. Se a intenção é cor de folhagem, lambari-roxo é uma possibilidade. Para flores, azulzinha, onze-horas e rosinha-de-sol oferecem efeitos completamente diferentes.
Olhe primeiro para o lugar onde a planta irá crescer. Depois escolha a espécie.
Se você ainda estiver montando o paisagismo como um todo, veja também nossas plantas para jardim externo e as opções de plantas para canteiro de muro.
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