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Como utilizar o Drywall?

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21 set 2017
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Técnica é usada há mais de 20 anos no Brasil e se mostra bastante versátil

Em uma construção, quando o assunto é parede as pessoas remetem a uma superfície resistência em alvenaria. Mas, de uns tempos para cá, as paredes passaram a ser feitas de drywall.

O drywall é, basicamente, um sistema industrializado para a construção de paredes internas. Elas são compostas de aço galvanizado e revestido em gesso acartonado. Embora pareça uma novidade, esse sistema já está presente nas construções brasileiras há mais de 20 anos e cada vez mais popular.

Além disso, o conceito de paredes em drywall tem mudado o processo empregado na construção civil, por ser um sistema bem mais limpo, econômico e de rápida implantação, diferente das paredes convencionais em alvenaria.

As paredes em drywall também agregam grande versatilidade, trazendo componentes recicláveis e não tóxicos, no caso do gesso. A tecnologia representa apenas 5% dos resíduos em uma obra, enquanto os métodos tradicionais agregam em média 30%, se mostrando limpa.

Mas, mesmo sendo um conceito presente há duas décadas no Brasil, ainda é uma técnica que gera dúvidas.

Por conta disso, separamos neste artigo diversas informações referentes ao drywall, junto a dicas e formas de aplicação das paredes relativamente econômicas a obra. Acompanhe:

Conheça o drywall

O termo pode ser usado para definir tanto as chapas com miolo de gesso como também aquelas em face de papel cartão. É um sistema composto por placas fixadas em uma estrutura de aço, utilizando a ambos os materiais aqui citados.

Com o uso do drywall, é possível criar uma infinidade de formas para a construção, ganhando destaque por sua versatilidade.

O uso de painéis simples e até mesmo duplo, mantendo espessuras diversas e a criação de formas variadas que deixam o ambiente com uma aparência única, essa é uma boa definição para o conceito.

Em seu interior, há uma parede retilínea com chapas duplas. Fora isso, ele apresenta três tipos de chapa que são distintas na cor de sua cobertura em papel cartão. Assim, a face branca é que fica voltada para dentro, enquanto a colorida tem suas próprias características, incluindo a aplicação do acabamento ao final de sua instalação.

A verde ou RU é feita em silicone e aditivos fungicidas, que são misturados ao gesso. Essa é recomendada para o uso em áreas úmidas, como banheiro e cozinha, por exemplo.

Já o tom rosa ou RF possui fibra de vidro em sua composição, assim se mostrando mais resistente ao fogo. Normalmente, ele é aplicado em ambientes com lareiras, como uma sala de estar, o ainda na bancada da cozinha, onde é colocado o fogão do tipo cooktop.

Por fim o branco ou ST, sendo esta a variedade mais básica do drywall, conhecido também como standard. Essa placa é aplicada, principalmente, para forros e paredes em ambientes secos.

Para saber melhor em que etapa da sua obra deverá pensar na colocação de drywall, seja na parede ou no teto, clique aqui e saiba mais sobre as 13 etapas de uma reforma de apartamento.

Os tipos de aplicação

 

Assim como há distintos tipos de drywall, a forma de instalação também é diferenciada e demanda de técnicas próprias.

Por exemplo, para a fixação do forro são usados painéis específicos a serem colocados no teto. Eles são parafusados na estrutura de aço da parede, enquanto o forro fica suspenso com o uso de tirantes em uma laje ou preso ao telhado.

Essa técnica é empregada por ajudar a absorver os movimentos naturais da construção, reduzindo o aparecimento de trincas e rachaduras no forro.

No caso dos painéis prontos, que é algo recente no conceito de drywall, eles já vêm com o revestimento – normalmente um cartão melamínico ou de PVC, em cores e padrões variados – isso acaba dispensando a etapa de acabamento.

Também é possível aplicar o drywall parede sobre parede. A técnica é feita de modo a nivelar as superfícies que, geralmente, são tortas de origem. Assim é possível aumentar o conforto termoacústico no ambiente de instalação.

Ainda são instalados perfis sobre apoios fixos na própria alvenaria, onde é usada massa de colagem para isso. Eles têm espaçamento de 12 centímetros para cada e a espessura mínima é de 3,5 centímetros.

Como é feita a instalação

A aplicação do drywall é relativamente rápida, sendo que em dois dias de trabalho é possível erguer aproximadamente 30 m² de parede com a técnica.

O processo de instalação é feito em três etapas, iniciado pela estrutura da base. Neste caso, primeiro são colocadas guias metálicas no piso e teto, usados para a sustentação dos montantes verticais em aço galvanizado.

Essas guias devem manter um espaço de até 60 centímetros uma da outra. São nelas que as chapas serão parafusadas.

Posterior a essa etapa, é feita a cobertura das divisões, onde realiza-se o tratamento das juntas, uma região que é mais propensa ao aparecimento de fissuras. Para evitar isso, são aplicadas massas e fitas específicas nesses pontos, sempre duas vezes para que a superfície fique totalmente plana.

A última fase é de acabamento. É possível que a massa tenha certa retração depois de seca, por isso a finalização é feita em, ao mínimo, um dia após a aplicação ser completada.

Nessa etapa é comum a pintura, aplicação de cerâmica, madeiras ou qualquer outro material desejado. Se a massa estiver funda, é preciso reaplica-la, senão basta lixar a superfície antes de iniciar o acabamento.

Limite de peso

O drywall é uma tecnologia altamente resistente, por isso a forma de aplicação também utiliza alguns itens para aguentar o peso da parede.

Por exemplo, pode ser usado qualquer objeto com até 10 quilos para prender a chapa, enquanto pesos maiores são usados para a instalação dos perfis em até 18 quilos. Superior a esse peso, é necessário utilizar reforços ou ainda distribuir a carga.

Além disso, as paredes ou peças em drywall conseguem suportar diversos materiais, mostrando ser um conceito bastante versátil. Por isso, é comum encontrar a técnica em bancadas de pedra ou como painéis sustentando grandes televisores.

Para isso, depende um pouco do tipo de material usado no acabamento. A madeira cega, por exemplo, ou o aço galvanizado, são os mais utilizados para dar sustentação aos objetos combinados a técnica