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Frank Lloyd Wright

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13 abr 2018
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Frank Lloyd Wright, um homem a frente do seu tempo!

 

Um dos arquitetos mais estudados em todo o mundo, Frank Lloyd Wright nasceu nos EUA e é considerado um dos mais famosos em sua pátria.

O arquiteto era considerado muito à frente de seu tempo, sendo um dos principais nomes na representação da arquitetura contemporânea.

Trabalhou até seus 92 anos, conceituando mais de mil obras assinadas em seu nome. Dentro desses projetos é possível destacar muitas formas e métodos, que são marcantes para a arquitetura americana.

Seus projetos eram marcados por trazer formas que davam a impressão de serem parte do meio ambiente, tanto que suas obras exploravam bastante o sustentável, o mais emblemático dos seus projetos que aborda muito bem esses conceitos é a Falling watter, a casa da Cascata, muito conhecida entre os estudantes de Arquitetura.

Frank Lloyd Wright, Fallingwatter, a casa casa da Cascata

Um arquiteto de tantos feitos, Wright merece ter um artigo para que seu público possa conhece-lo melhor, por isso, trouxemos aqui informações que são destaque em sua trajetória como arquiteto, confira:

Mais que um arquiteto

Se vivo, Frank Lloyd Wright estaria completando seu 150º aniversário neste ano com uma carreira iniciada precocemente e perdurando até seus 92 anos, o arquiteto tem feitos muito marcantes, mas não foi somente um simples arquiteto.

Seu foco sempre foi a arquitetura, mas o americano também atuou como designer de interiores, escritor e educador, se mostrando bastante versátil como profissional.

Frank Lloyd Wright, Ward W. Willits House, Highland Park, Illinois, 1901 Dining Room

Em todas essas áreas conseguiu se destacar, mostrando um trabalho incrível e bem estruturado, como fazia na arquitetura, que era sua principal paixão.

Frank Lloyd Wright, SAMARA, West Lafayette, Indiana

Início da carreira

Como acabamos de mencionar, Lloyd iniciou sua trajetória aos 20 anos, quando vendeu alguns livros para conseguir viajar a Chicago, isso sem ter terminado a escola. A intenção era realizar seu sonho na cidade e começar a jornada para se tornar um arquiteto.

Assim ele conseguiu seu primeiro trabalho, atuando no escritório de Joseph Lyman Silsbee, um arquiteto responsável pela construção de uma igreja onde seu tio era pastor.

No entanto ele abandonou o escritório em pouco tempo, para que pudesse ocupar o cargo de desenhista na Adler & Sullivan, um escritório de arquitetura. Lá, o americano conseguiu trabalhar como aprendiz de Louis Sullivan, na construção do Auditorium Building, obra que consagrou a fama do escritório para os Estados Unidos.

Frank Lloyd Wright, Auditorium Building, Estados Unidos.

Começando tão cedo, aos 40 anos Wright já tinha realizado uma verdadeira revolução para a arquitetura doméstica. Um de seus maiores feitos neste quesito foi a exclusão ao uso de sótãos como espaços desaproveitados e também a problemas de umidade em porões.

Textile blocks

O sistema textile blocks foi uma técnica experimental de Wright, que predominava blocos de concreto organizados de modo a criar um padrão geométrico.

Frank Lloyd Wright, Millard House, também conhecida como La Miniatura

A primeira obra foi chamada de Miniatura, situada em Pasadena, na Califórnia, sendo a primeira de quatro casas que utilizavam esse sistema.

Taliesin

Já em seus anos mais prestigiosos, o arquiteto iniciou a construção da residência Taliesin, onde iria viver com sua amante, Mamah Cheney. O projeto ficara situado na montanha de Sring Green.

Frank Lloyd Wright, Residência Taliesin

Durante a construção, Wright recebeu dois grandes projetos, que mais tarde viriam a ser suas obras mais reconhecidas. São eles o Midway Gardens e o Hotel Imperial de Tóquio.

Frank Lloyd Wright, Midway Gardens

Frank Lloyd Wright, Hotel Imperial de Tóquio

Também foi por conta do Taliesin que muitos arquitetos aprenderam a arte de projetar, muitos deles são considerados até hoje os melhores arquitetos do século.

No entanto, a construção não trouxe apenas glorias para o arquiteto, mas também alguns marcos em sua vida pessoal. Um incêndio levou sua amante, dois filhos e mais quatro pessoas, sendo eles aprendizes e estudantes do arquiteto.

Isso ocorreu em 1914 e foi causado intencionalmente por um mordomo que trabalhava na residência.

Fora esse, a construção pegou fogo por mais duas vezes, em outras ocasiões. Nesta etapa, Wright estava sem fundos para reconstruí-lo, e foi ajudado por um grupo de seus ex clientes, que criaram uma sociedade empenhada a pagar suas dívidas.

Além disso, a sociedade ajudou a manter a residência economicamente com programas voltados para estudantes que desejavam conhecer o estilo de vida do arquiteto.

Muitos aprendizes

Wright foi responsável pela construção de uma casa pequena para o jornalista Herbert Jacobs.

O projeto tinha tudo para passar em branco, mas a construção fez tanto sucesso na arquitetura que foi capaz de reunir diversos aprendizes.

Frank Lloyd Wright, Residencia Jornalista Herbert Jacobs

O jornalista chegou a cobrar entrada de jovens arquitetos, visto que eram grupos vastos que tinham interesse em visitar a construção, usando-a como inspiração aos seus próprios projetos.

Revolução de conceitos

Quando as construções tiveram um crescimento desacelerado, por conta da Segunda Guerra Mundial, o americano passou a criar e produzir projetos de casas usonianas.

A construção era econômica e acabou por revolucionar o conceito norte-americano destinado a arquitetura.

Mais uma vez, Wright estava mudando as questões da arquitetura doméstica a época.

O fim de sua carreira

O arquiteto americano morreu bastante prestigiado, recebendo o titulo de um dos grandes nomes da arquitetura contemporânea nos Estados Unidos, visto que ele é o representante mais famoso do país nessa área.

Wright trabalhou até o final de sua vida, construindo um intenso e vasto legado as futuras gerações.

Na velhice, ele dedicou seus últimos anos a compartilhar todo seu conhecimento para as novas gerações, realizando algumas conferências e palestras.

O último trabalho

E em uma de suas últimas participações, fez questão de homenagear seu primeiro parceiro na profissão, o arquiteto Louis Sullivan para quem trabalhou como aprendiz. Wright compartilhou com o parceiro a autoria de algumas revoluções que alcançou para a arquitetura, mesmo depois de terem brigado no passado.

Além disso, passou boa parte de seus últimos anos vivendo em uma suíte do Hotel Plaza, no coração de New York. De lá ele comandou e supervisionou as obras do Museu Guggenheim, seu último projeto.

Frank Lloyd Wright e sua última participação no Museu Guggenheim, NY

Dois anos antes de sua morte, viajou para Bagdá, onde se encontraria com o rei do Iraque. O monarca encomendara um projeto urbano que seria assinado por Wright, mas não chegou a ser realizado por seu falecimento.

O rei iraquiano acabou assassinado e nessa época, o arquiteto já estava em seus 90 anos.

Wright morreu em abril de 1959, na cidade de Phoenix nos Estados Unidos, de causas naturais e deixando um extenso legado, que é apreciado até hoje pelas antigas e novas gerações.