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As escalas de projetos arquitetônicos

Escalas de Projetos Arquitetônicos

Todo aquele que se dedica ao estudo de desenho técnico, seja qual for a especialidade, deve ter amplos conhecimentos sobre escalas de projetos arquitetônicos e a prática no seu emprego.

A necessidade do emprego de escalas de projetos arquitetônicos na representação gráfica surgiu da impossibilidade de representarmos, em muitos casos, em grandeza verdadeira, certos objetos cujas dimensões não permitem o uso dos tamanhos de papel recomendados pelas Normas Técnicas.

Nesses casos empregados escalas de redução; quando necessitamos obter representações gráficas maiores que os objetos, utilizamos escalas de ampliação.

Assim, os objetos podem ser desenhados com suas dimensões ampliadas, iguais ou reduzidas.

No desenho de arquitetura geralmente só se usam escalas de redução a não ser em detalhes, onde parece algumas vezes a escala real.

Escalas de projetos arquitetônicos

A escolha de uma escala deve ter em vista:

1)      Tamanho do objeto a representar;

2)      As dimensões do papel;

3)      A clareza do desenho.

Cada uma dessas condições deve ser sempre respeitada, pois tem grande peso na boa apresentação do desenho.

Cálculo de uma grandeza em escala

Escalas gráficas

Vejamos como representar em escala uma grandeza de 20 metros.

Vamos supor que possuímos um papel de formado A3; isso é, 297 mm x 420 mm; sendo a maior dimensão 420 mm e tendo ainda menos 20 mm de margem, teremos somente 400 mm úteis.

Sabemos assim que podemos representar os 20 m por uma grandeza 5, 10, 20, 50 ou 100 vezes menor que a realidade, e que no nosso caso temos um limite que é a dimensão do papel.

Se a fizéssemos 10 vezes menor, teríamos 20 m representados por uma dimensão 10 vezes menor, ou seja, 2 m, o que não seria possível, pois o papel tem no máximo 400 mm ou 40 cm.

Neste exemplo a escala é redução e é representada por uma fração ordinária própria, cujo numerador é a unidade e o dominador é o número de vezes que vamos diminuir a grandeza real, isto é, 10.

Temos assim, 1:10 ou 1/10.  Lê-se escala 1 por 10.

Cada unidade de grandeza real é representada por outra dez vezes menor; 20 m serão representados por 2 m, 1 m ou 100 cm por 10 cm.

Na escala de 1:50 (1 por 50) temos 1 m ou 100 cm reduzidos 50 vezes, ou seja, 2 cm; 20 m serão portanto 40 cm.

Estamos vendo, que, quanto maior for o dominador, menos aparecerá a grandeza representada em escala.

 A escala real é representada (1:1), onde se lê 1 por 1. 

Para evitar constantes cálculos na conversão de medidas a uma determinada escala, é conveniente o uso de escalas gráficas.

A construção de uma escala gráfica é uma coisa facílima.

Vejamos:

 A escala escolhida é 1:50, muito utilizada nos desenhos de arquitetura.

 Temos:

1 m ou 100 cm representados por uma grandeza 50 vezes menor, ou seja, 2 cm.

 Obtém-se este resultado com facilidade dividindo o numerador da fração pelo denominador:

100/ 50 = 0,02 m

Traça – se em seguida uma reta qualquer onde se marca um ponto 0 de origem e, a partir de 0 para a direita arca – se, de 0,02 em 0,02 m, um pequeno traço.

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Cada 0,02 m vale 1 m. À esquerda da origem marcamos também 2 cm e dividimos em 10 partes iguais, ou seja, de 0,002 m.

Como 2 cm valem 1 m, dividimos o metro em dez partes iguais, cada uma dessas partes valerá 1 dm  ou 10 cm; assim, cada 2 mm valerá na escala de 1:50, 10 cm

Feita a escala gráfica, a sua utilização é intuitiva.

Por exemplo:

3,60 na escala de 1:50 são 3 divisões de escala iguais a 1 m mais 6 subdivisões da parte esquerda.

Escalas usadas em desenho arquitetônico

O desenho de arquitetura, por sua natureza, só utiliza escalas de redução.

São as seguintes as escalas mínimas?

a)      1:100 para plantas;

b)      1:200 para coberturas;

c)       1:500 para plantas de situação;

d)      1:50 para as fechadas e cortes ou secções.

A indicação da escala não dispensará a indicação de cotas. As cotas deverão ser escritas em caracteres claros e facilmente legíveis.

Réguas escalas

As réguas-escalas são de seção triangular e possuem gravadas em suas faces 6 escalas gráfica para cada caso.

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Réguas-escalas são de grande utilidade para o desenhista.

Devemos observar com cuidado a face da régua antes de utilizá-la a fim de que não haja troca de escalas.

Costumam ser pintadas de cores diferentes as partes indicadas pela seta a fim de que se possa identificar mais facilmente as escalas.

Nota: As réguas-escalas não devem ser usadas no lugar dos esquadros ou das réguas comuns.

Escalas no sistema inglês de medidas

No sistema inglês de medidas devemos levar em conta o pé como unidade ( 1 feet = 1’ = 0,304 8 m) e o seu submúltiplo, a polegada (1 inch = 1’’ = 2,54 cm).

Sabemos que 1 pé tem 12 polegadas e que, a polegada por sua vez é dividida ½’’, ¼’’,  1/8’’,. ., 1/64’’.

No desenhos executados nos países onde é adotado o sistema inglês de medidas podemos observar que as escalas são designadas da seguinte maneira: ¼’’ = 1’’; lê –se: um quarto de polegada igual a um pé;  1/8’’ = 1.

Adotando – se o raciocínio anterior, verificamos que a medida ¼’’, na escala ¼’’ = 1’, é 48 vezes menor e, por conseguinte, estamos representando a medida real 48 vezes menor que na realidade.

A escala equivalente em nosso sistema de medidas seria 1:48 ou 1/48, muito semelhante à escala 1:50.

Para a escala 1/8’’ = 1’’ chegamos a conclusão semelhante, racionando assim: 1 pé tem 12 polegadas e uma polegada possui 8 oitavos; por seguinte, 1 pé possui  8×12 = 96 oitavos. Logo, 1/8’’ da polegada é uma medida 96 vezes menor que o pé. Ora, se vamos representar as medidas de um objeto por outro 96 vezes menor que a realidade, estamos adotando a escala 1:96 (ou 1/96) que muito se assemelha à escala 1:100.

Nota: Existem réguas-escalas com escalas gráficas no sistema inglês de medidas. O aluno deve estudar esse sistema.

O que acima foi dito permite interpretar plantas ou livros de assuntos de desenho escritos em inglês e que adotem o sistema inglês de medidas.

Nota:  Na Inglaterra já está em vigor o sistema decimal de medidas

FONTE: L. OBERG

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